Apesar da retração econômica registrada no primeiro semestre deste ano, ainda é positiva a reação do mercado imobiliário no país. Basta reparar nos últimos dados divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). Para se ter uma noção do panorama, as vendas residenciais,  avançaram 9,7% nos três primeiros meses do ano, ou seja, foram vendidos 28,7 mil imóveis.

 

Seguindo essa tendência analisei dados relacionados ao total de lançamentos no mesmo período, e o resultado foi melhor que o esperado. Teremos 14,7 mil novas unidades em todo o país, e consequentemente um aumento no estoque de imóveis que até então preocupava os profissionais da área.

Esse reflexo só foi sentido esse ano, depois que a construção civil pausou os investimentos nos projetos para focar em unidades prontas. Resultado: com mais vendas do que lançamentos, o estoque final de imóveis passou por uma diminuição de 10,8% em 2019.

Agora é só questão de tempo até que o processo de recuperação ganhe um impulso, isso vai depender da aprovação das reformas que comprometem a performance do setor imobiliário nos próximos meses.

Por enquanto,  a boa notícia especialmente para os investidores maceioenses, é que o segmento em crescimento são os mercados de alto e médio padrão, que estão concentrados nos bairros onde a procura tem aumentado na capital: Ponta Verde, Jatiúca, Pajuçara e um destaque especial para o Litoral Norte, em expansão.

Com isso, a expectativa é a de que as vendas cresçam acima de 15%, que representa as moradias financiadas por fundos que utilizam recursos da poupança, que movimentou R$ 5,77 bilhões em abril último, expansão de 2,2% em relação ao mês anterior.

Ademais, o que se ouve de grandes especialistas a exemplo do copresidente da MRV, Rafael Menin, é mais um motivo para respirar aliviado. De acordo com ele, é só nesse segundo trimestre que vamos lançar mais e produzir mais do que no ciclo anterior.

Tenho que concordar com a fala de Menin, já que a previsão de crescimento da economia de 1% este ano não está interrompendo a reação do mercado imobiliário. Se o PIB para de cair, pelo menos o cenário perdura equilibrado.

Os sinais de melhorias para o setor já são visíveis, assim, vejo que o momento é de espera e cautela. Um bom período para avaliar as oportunidades e trabalhar conforme a nova configuração do mercado local.

 

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