Momento de “inflexão” pressionado por queda nos juros, elevou expectativas dos investidores

A notícia de que a reforma da previdência deve trazer bons frutos ao mercado imobiliário animou os integrantes do setor, que andavam preocupados com a reação da liberação do FGTS, que declinaram as ações do setor imobiliário em julho.

Essa preocupação se espalhou, porque os recursos do fundo são essenciais principalmente para vendas dentro do programa Minha Casa Minha Vida, cuja única fonte de financiamento para construtoras é o próprio FGTS, fator que afetou a Construção Civil.

No entanto, com a aprovação da reforma da previdência, aliada a injeção de recursos na economia e a possível queda dos juros do financiamento imobiliário, o cenário deve se estabilizar nos próximos meses.

Com a aprovação no primeiro turno da reforma da previdência na Câmara Federal, o índice caiu para 3,5%. Se forem somados os 3,5% de inflação projetada, os juros na ordem de 7,5% abrem a possibilidade de ampliação do financiamento imobiliário.

As construtoras enxergam este momento como uma grande oportunidade de crescimento aproveitando o momento para trabalhar de forma mais assertiva no mercado imobiliário. Poderão inclusive aproveitar o apoio dos bancos para oferecer melhores condições aos interessados em adquirir um novo imóvel.

Pegando “carona”, o segmento de alto padrão também terá resultados positivos, isso porque, os bancos vão emprestar volumes consideráveis, com prazos de até 30 anos de financiamento.

Melhor explicando, não é a reforma da previdência em si que faz o mercado aquecer, mas isso traz o aumento da confiança do investidor externo em relação a solvência das contas públicas, logo, quem tem interesse de investir na construção civil, esse é um bom momento.

Por conta disso, construtoras já estão aproveitando a oportunidade oferecendo descontos e vantagens para concretizar a venda de imóveis. Algumas estratégias incluem documentação e registro grátis, descontos de até 20% no pagamento à vista e até armários de brinde, como vem ocorrendo na grande São Paulo, por exemplo.

A retomada já era aguardada desde o início do ano, isso porque o mercado de imóveis brasileiro desacelerou durante o período de crise. Devido a isso vivemos um período de diminuição das companhias, de redução de custos para só então, hoje, haver uma preparação para a retomada.

Isso não é novidade, visto que o mercado imobiliário historicamente tem grandes curvas, e entendemos que estamos agora em um momento de inflexão. Os estoques estão sendo absorvidos, o crédito está voltando, e os juros estão muito baixos.

  • Nilton Silva

    O mercado reagiu positivamente, fazendo projetos que antes eram dúvidas serem lançados e superando as espectativas de vendas.
    Taxas de juros atrativas, aliada ao crescimento mesmo tímido, nos dá um norte a seguir, acreditamos ser o melhor momento pós crise.

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