Nos últimos anos, várias pesquisas mostraram uma forte conexão entre faixas etárias e demanda por habitação no país.  Com o rápido envelhecimento populacional, já existe uma preocupação do setor imobiliário no sentido de compreender de que forma esse fenômeno afetará o mercado.

Setor imobiliário terá que mudar forma de atendimento e execução projetos, de acordo com a demanda do público emergente

De acordo com um estudo executado pelo Centro Europeu de Pesquisas Econômicas, os preços e as principais variáveis, como tamanho das cidades, poder aquisitivo e taxas de juros de financiamentos imobiliários demonstraram que o aumento do preço dos imóveis residenciais, tende a ser menor em cidades onde a população envelhece mais rapidamente.

No entanto muito vai depender do tipo de produto imobiliário. Por exemplo, quanto maior o percentual de pessoas com mais de 65 anos, menores serão os preços de unidades em condomínios e casas isoladas, mas maiores os preços dos aluguéis.

Pesquisadores estimaram, com base nesses estudos e nas projeções demográficas, que o preço dos imóveis poderá cair em várias regiões a partir de 2030. Vale ressaltar que esta é uma realidade sem volta, pois segundo o IBGE, a expectativa de vida dos brasileiros em 2020 será de 76,1 anos e em 2050 deve chegar a 81,3 anos, logo, temos que estar preparados para atender a este nicho de mercado.

Porém não é só o envelhecimento da população que conta, mas também outras variáveis que influem no comportamento do mercado. Por exemplo, o declínio na taxa de fertilidade pode diminuir os preços, enquanto o aumento da longevidade pode ter efeito contrário.

Nesse mesmo cenário, as projeções demográficas brasileiras apontam para o aumento do percentual de pessoas com mais de 65 anos e declínio nas taxas de crescimento populacional. Só agora, as empresas do setor terão um melhor parâmetro para adotar as medidas adequadas para se adaptar de forma equilibrada no futuro.

De acordo com estudos de profissionais da Universidade de São Paulo (USP), construir moradias que estejam preparadas para receber idosos reduz cerca de 40% dos acidentes domésticos. Além disso, dados do Ministério da Saúde mostram que 70% dos acidentes envolvendo pessoas acima de 60 anos ocorrem dentro de suas residências.

A partir daí, o mercado vai se direcionar para construir moradias que tragam uma melhor qualidade de vida para as pessoas idosas e deficientes. Esse público também pode procurar por apartamentos que sejam menores já que os mesmos trazem vantagens como a facilidade para fazer a limpeza e locomoção entre os ambientes.

Outros detalhes que podem surgir fora as antigas barras, muito presentes em banheiros e quartos, são as travas de segurança nas portas e janelas, pisos antiderrapantes e portas mais largas caso o morador utilize cadeira de rodas ou muletas.

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