A taxa de juros do cheque especial é uma das mais caras do país. Em outubro deste ano, os juros chegaram a 305,8% ao ano, o equivalente a 12,38% ao mês.

Mas em 2020, a regras vão mudar! O cheque especial vai ter um teto, uma taxa máxima de juros. A partir de 6 de janeiro, os bancos não poderão cobrar taxas superiores a 8% ao mês, o equivalente a 151,8% ao ano.

De acordo com Banco Central (BC), o objetivo da medida é tornar o cheque especial menos regressivo, ou seja, menos prejudicial para a população mais pobre.

A taxa de juros vai ficar mais barata, mas o lado ruim é que para financiar essa queda dos juros do cheque especial, o Conselho Monetário Nacional autorizou as instituições financeiras a cobrarem, a partir de 1º de junho do próximo ano, uma tarifa de quem tem limite do cheque especial maior que R$ 500 por mês.

Na prática, vai funcionar assim: se o cliente exceder o limite de R$ 500 será descontada uma tarifa de 0,25% do valor devido em juros do cheque especial.

Os clientes vão ter um limite pré-aprovado de R$ 500 por mês para usar o cheque especial sem pagar tarifa. Se quiser um valor maior, a tarifa incidirá sobre o valor excedente. Exemplo, se optar por ter um limite de cheque especial de R$ 1.000, você pagará tarifa sobre os R$ 500 excedentes.

Os bancos são obrigados a comunicar todos os consumidores da cobrança dessa tarifa. Por isso, fique atento!

Portabilidade

Uma outra novidade é que a partir de abril do ano que vem será possível fazer a portabilidade de crédito do cheque especial. Se o cliente não estiver satisfeito, pode transferir a dívida para outro banco que cobra juros mais baixos, mantendo as demais condições da linha de crédito.

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