Sabe aquele mês em que você dá graças a Deus que existe o crédito rotativo, porque se descontrolou e gastou além da conta no cartão? Pois é, essa linha de crédito é uma alternativa (nada barata!) para situações de emergência, mas é preciso cuidado ao utilizá-la por conta do risco de endividamento.

O que é o crédito rotativo?

Crédito rotativo nada mais é do que uma linha de crédito concedida pela instituição bancária ao cliente quando ele não paga o valor total da fatura do cartão até o vencimento.  Exemplo: o total da sua fatura é R$ 500,00, mas você pagou o valor mínimo R$ 75,00 (normalmente é 15% do valor total) ou uma quantia menor que o valor integral. A diferença entre o valor pago e o valor total da fatura é o crédito rotativo, que na prática se transforma em um empréstimo.

As taxas de juros incidirão somente sobre o valor utilizado, assim como todos os impostos e encargos provenientes da transação, que virão na próxima fatura. E é aí que mora o perigo. A taxa média do rotativo em junho de 2019, divulgada pelo Banco Central, chegou a 299,8% ao ano. Um absurdo! Por isso é importante o consumidor só usar esse crédito quando não restar mais nenhuma outra alternativa.

Vale lembrar que as taxas variam de banco para banco e também são personalizadas, ou seja, vai depender do perfil do cliente, da análise de crédito.

O crédito rotativo dura 30 dias. Após esse prazo, as instituições financeiras são obrigadas a oferecer a opção do parcelamento da dívida. Os juros são um pouco menores, mas ainda assim muito altos para o consumidor: em média 174,1% ao ano.

Esta regra do parcelamento passou a valer em 2017. Antes, era comum muitas pessoas pagarem o mínimo da fatura durante vários meses seguidos, acumulando juros e comprometendo o orçamento familiar. Com isso, a dívida virava uma bola de neve, impossível de se pagar.

O objetivo dessa regra é evitar o superendividamento e reduzir os juros pagos pelos solicitantes.

Parcelamento da fatura vale a pena?

O ideal é buscar linhas de crédito mais baratas como empréstimo pessoal ou consignado. Não havendo possibilidade de nenhuma dessas alternativas, é melhor fazer o parcelamento do que entrar no rotativo do cartão.

Mas atenção: Lembre-se que o parcelamento será somado aos gastos mensais. Verifique se as parcelas cabem no seu orçamento e se organize para pagar o valor total da fatura no próximo mês.

Como eu sempre digo, o cartão de crédito pode ser o “mocinho” ou o “vilão” da suas finanças, tudo vai depender da forma como você utiliza esse meio. Sabedoria, sempre!!

 

 

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