CRB recupera hegemonia e Marcelo Cabo faz história – Blog do Marlon
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CSA e CRB repetem final pelo 5º ano consecutivo

CRB comemora o título de campeão alagoano em 2020: Galo recupera hegemonia – Foto: Pei Fon – TNH1

O CRB conquistou o título alagoano derrotando o CSA por 1 a 0. Igor Carius fez o gol da conquista. A vitória sobre o maior rival na decisão do campeonato, fez a equipe recuperar a hegemonia.
Marcelo Cabo é um grande personagem na conquista por ter conquistado o tricampeonato consecutivo, sendo dois títulos pelo CSA e um pelo CRB. O treinador marca história no futebol alagoano.
O presidente Marcos Barbosa também reencontrou o caminho da vitória no estadual com seis títulos em nove disputas. Conquistou o título a equipe que mostrou maior regularidade nesse início da temporada.

O jogo

Momento de fé : no meio do campo, jogadores, comissão técnica e direção se ajoelham em agradecimento – Foto: Pei Fon – TNH1

Em um clássico são normais as frases clichês ‘ clássico é decidido no detalhe’ ou ‘clássico não se joga, se ganha’. Nunca estes clichês foram tão usuais para os clássicos em Alagoas. Vimos na decisão do título um repeteco do que foi o clássico da última sexta-feira. Naquela oportunidade, o CSA fez 1 a 0 no 1º tempo, baixou as linhas e segurou o ímpeto ofensivo do CRB. Ontem aconteceu a mesma situação, nas mesmas circunstâncias e mais até repetindo a jogada do gol que gerou a vitória azulina e o gol que gerou a vitória regatiana.
O clássico começou com as duas equipes tendo o que os técnicos tem de melhor, apesar de alguns esperarem Nadson no time azulino que começaria, eu entendo que a opção do Pimpão e Bilú ressalta a ideia de não permitir que os laterais do CRB participassem do momento ofensivo e ainda quando o CSA tivesse a bola, estes dois jogadores pudessem usar a velocidade atacando espaço e proporcionando ofensividade
O CSA começou tomando ações, propondo as ações do jogo e logo aos oito minutos construiu uma chance clara, cristalina, dando a entender porque o CSA era melhor no jogo. Muito disto aconteceu em virtude dos volantes participarem do momento ofensivo, os laterais também participavam. O lance é um cruzamento do Igor Fernandes, que alça na área, Yago surge atacando espaço, mas não consegue o toque, no meio entre Everton Páscoa e Gum está Michel Douglas, que se assusta, a bola bate nele e quase faz o CSA sair na frente.
O CSA seguia imprimindo um bom ritmo e em meio a isto, Pimpão finaliza cruzado levando perigo, na sequencia Gum comete falta e Bilu cobra com imensa categoria para Victor Souza fazer uma linda defesa. Este cenário de predomínio do CSA durou até a parada técnica.
Depois da para técnica, o Marcelo Cabo ajeitou a formação e o time respondeu. O CRB entrou no jogo e passou a agredidr mais. Diego Torres finalizou e Thiago Rodrigues foi buscar. Mas o jogo se encaminhava para um clássico sem gols e sem muita emoção. Até que surgiu o lance capital, um gol que foi um repeteco do gol da última sexta-feira. Bola parada, escanteio é cobrado, Léo Gamalho toca, os jogadores do CSA marcam a bola – antes da cobrança Igor está marcado – Igor Carius surge sem marcação, toca para o gol e marca o gol , que viria a ser o gol do título.
Veio o intervalo. Imaginei que o técnico Marcelo Cabo não ia fazer o CRB jogar. Ele iria baixar as linhas, explorar a velocidade e o CSA viria para cima. O time azulino veio logo com duas mudanças, mas o Eduardo Baptista não repetiu um lado direito que foi muito bem contra o ABC com Allano e Norberto. Este é o primeiro questionamento que faço. O CSA tentou de tudo, usou dois centroavantes, tirou voante, usou tudo que ele tinha como ofensividade e Marcelo Cabo respondeu com trocas de jogoadores com desgaste físico e neste momento, o CRB cresceu com Felipe Menezes que iniciou a jogada e surgiu atacando espaço e botando a bola na trave. Cabo reforçou a defesa fazendo três zagueiros para tentar evitar a bola aérea ofensiva, mas mesmo assim, Alecsandro cabeceou, todo mundo já se preparava para comemorar, mas Victor Souza saltou e fez a defesa. Para mim, garantindo ali, o título regatiano.
Depois disto veio o problema do final do jogo. A regra fala que o árbitro deve coibir o anti jogo com acréscimo e cartões. Entendo que o Denis Ribeiro Serafim fez um jogo quase perfeito, não sendo perfeito por um falta maior de controle dos bancos de reservas no final do jogo.
Ao colocar oito minutos de acréscimos ele puniu o anti jogo. O acréscimo usual é de cinco minutos, ele deu três a mais. Quando ele deu oito, Marcelo Cabo resolveu que não teria mais jogo, apostando que a arbitragem do Denis não tivesse mais pulso e esperasse o tempo passar e acabasse o jogo. Teve uma vídeo cacetada com o lance da bandeira, tira, coloca bandeira de canto. Cabo pediu para o Darlisson provocar o Renatinho, o Darlisson provocou. Ele saiu do banco forçou para ser expulso, entendo que o Denis percebeu isso e não caiu na do treinador para forçar uma maior perda de tempo, ainda acrescentou mais dois minutos , chegando aos dez, algo que não estamos acostumados a ver, principalmente com o adversário pressionando o tempo todo. Demonstrou pulso e coragem nesta hora.
Ainda teve jogo e no último lance, para coroar o trabalho da arbitragem, o goleiro Thiago Rodrigues marcou, mas estava em posição irregular e o assistente Maxuel dos Santos assinalou a irregularidade com muita energia. A arbitragem de Denis Ribeiro Serafim não interferiu no resultado, fato este que o principal para um arbitragem alagoana em um decisão do estadual.

  • Neuton Bóia

    Muito bom Marlon o seu comentário! O CRB tá de parabéns! O Marcelo Cabo mais ainda. Já no CSA, sua diretoria e comissão técnica precisa ter calma, identificar as peças que estão faltando, na minha opinião, dois atacantes e dois para o meio campo(criação). E vamos iniciar a série B. O Eduardo Batista é um bom treinador. Forte abraço 🤝

  • Carlos Lima

    Discordo com relação ao tempo de acréscimo. Somando a parada técnica e as substituições, 5min eram suficientes.
    10min foi um exagero.

  • Gillian

    Eu não entendo o que o Felipe Menezes ainda está fazendo no CRB. Será que só eu que acho que ele já não joga mais nada?

  • Teo

    Como eu sou saudosista, discordo dessa de que clássico não se joga se ganha, isso vale para esse futebol medíocre que se joga hoje, repleto de treinadores retranqueiros e jogadores pernas de pau.Eu mesmo já testemunhei jogos entre os dois clubes em que empatando ou até mesmo perdendo o jogo os torcedores aplaudiam seus times de pé, pois, viam jogadores de qualidades buscando a vitória o tempo todo. Aí sim:por um detalhe ou outro se ganhava ou se perdia o jogo.

  • José A de Oliveira

    CRB recuperou a hegemonia, conquistou o título em cima do maior rival, estamos muito contente, arbitragem local foi muito bem nas marcações só ficou devendo na parte disciplinar, era para ter expulsado o jogador do CSA que queria levar a bandeira de escanteio para casa. Agora, tanto o CSA quanto CRB precisam melhorar suas equipes, principalmente CRB que não possui jogadores referência e finalizador. Mas vamos torcer que inicie o brasileiro com pé direito, um resultado positivo contra o Juventude fora de casa, será bom demais.

  • Luiz Gustavo

    Juventude 2 x 1 crb. Tudo normal. Começou bem…