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O desempenho do atacante Gabriel Jesus com a camisa 9 da Seleção Brasileira na Copa do Mundo fez surgir uma grande discussão sobre a função deste jogador.

Historicamente, o camisa 9 é o jogador com ‘cheiro’ de gol, aquele atacante que põe a bola para dentro. No atual momento do futebol, o ‘novo’ camisa 9 precisa apresentar mobilidade. Esta é a nova característica, a mais usada e a anexada a função da posição.

A mobilidade traz ao atacante, ao camisa 9, ao homem referência, um novo conceito na posição. Os grandes camisas 9 do momento são jogadores com mobilidade, que fazem gols, que abrem espaços para infiltrações e que é o primeiro homem iniciar o momento defensivo da sua equipe.

Gabriel Jesus não marcou, teve poucas oportunidade e quando as teve, finalizou mal.  O alagoano Roberto Firmino é o típico 9 do momento. Como meia, ele se adaptou claramente a mobilidade que a função exige e ainda anexa ao seu desempenho, a qualidade na finalização.

No jogo que eliminou o Brasil da Copa do Mundo, confesso que senti a falta do 9 raiz, aquele que fica dentro da área, que briga com os zagueiros, principalmente nos minutos finais da pressão.

A Copa do Mundo é um torneio de tiro curto, apenas sete jogos e é, preciso de muito mais desempenho em alto nível. Faltou o alto desempenho de Gabriel Jesus. No entanto, o futebol mostrou mais uma vez como é precipitado.

Antes da Copa, Gabriel Jesus era uma unanimidade, era comparado a Ronaldo, Romário, Careca. Era falado do grande potencial, em ser um jogador novo e de ter muito o que crescer. Após não marcar na Copa e com o Brasil eliminado, o jogador não servia mais, deveria ser sacado.

Mesmo com suas mudanças, com novas nomenclaturas e até mesmo com novas funções, o futebol é sempre o mesmo: discussões, opiniões diferentes e o imediatismo.