Mobilidade é a característica chave para o ‘novo’ camisa 9. E gol?
Agressivo e intenso, CRB foi premiado por buscar a vitória. E Série A? É jogar para torcida

O CSA foi absoluto e garantiu uma vitória com autoridade sobre o Brasil de Pelotas – Foto: Brasil de Pelotas

 

O CSA voltou a vencer na Série B. Mas não foi uma vitória qualquer. Enfrentando o frio de Pelotas e imposição física de um time desesperado, o CSA foi o ‘senhor do jogo’. Soube sofrer nos minutos iniciais, mostrou força e qualidade para virar o momento de ser pressionado para pressionar e garantiu mais três pontos fora de casa com autoridade do vice líder da Série B.
Observando o CSA em campo é claro, perceptível ver que o técnico Marcelo Cabo, apesar de não ter feito gol, é o grande responsável pelo triunfo no interior gaúcho. Digo isso como ‘modo de falar’, Cabo não puxa para si os acertos, ele divide com toda a sua comissão técnica. O mapeamento feito para o jogo, a estratégia adotada para encarar o Xavante e a execução de tudo que foi trabalhado, esteve muito próximo da perfeição.
Entendo que não foi perfeito porque o CSA segue pecando muito no último passe, já no terço final para transformar a transição, o contra ataque em gol. Se este fundamento tivesse sido melhor realizado, o CSA teria matado o jogo no começo do tempo final e deixaria em Pelotas um saco de gols para o Xavante.
Mas nada que tire o brilho da vitória ou que diminua a autoridade com que o CSA jogou contra o Brasil de Pelotas. Uma bela apresentação tática e contundente no aspecto técnico.
O Jogo
Mal começou a partida e o Brasil partiu para o abafa. A pressão inicial era esperada e o CSA soube sofrer, não levou muitos sustos e deu a demonstração de como controlaria o jogo.
Aos poucos, o time azulino iniciou o ‘seu jeito’ de jogar mas mesmo saindo, agredindo um pouco mais, o CSA pecava no passe, na última bola. Quando encaixou os primeiros momentos de precisão nas jogadas deixou claro o quanto era superior do Brasil.
Após ‘sofrer’ e baixar o ímpeto do time Xavante, o CSA mostrou a sua cara de forma objetiva e mortal. Marcou dois gols, utilizando o jogo lateralizado, posicionando de quatro a cinco jogadores na área adversária e chegando para finalizar em transições rápidas e objetivas.
Com desvantagem no marcador, o Brasil veio para o abafa, o CSA se posicionou com linhas mais baixas e sentiu o desgaste de alguns jogadores, mas o que marcou o segundo tempo foi a pouca efetividade azulina no último passe no terço final do campo. Se isto tivesse acontecido, o Azulão teria matado o jogo e poderia aplicar em pleno Bento de Freitas uma goleada humilhante ao Brasil.
O craque do jogo foi Rafinha. O garçom foi Daniel Costa. Marcelo Cabo foi o melhor treinador. O árbitro Jailson Macedo (BA) teve uma atuação segura e sem interferência na partida.