É uma honra copiar
Em noite de decepções, derrotas de CSA e CRB apimentam o clássico de sábado

Jogo equilibrado, igual para CSA e CRB – Foto: Pei Fon – TNH1

 

É preciso separar o clássico em dois aspectos: o jogo técnico e o jogo tático. Tecnicamente o jogo foi fraco, um 0 a 0 sem muita graça e sem grandes emoções. Foram registradas poucas finalizações. O outro aspecto foi um jogo tático, muito rico na ideia dos treinadores, nas proposições e nas estratégias e na condição defensiva de ambas as equipes.

O resultado do empate sem gols acabou trazendo um resultado onde os dois pontuaram. Estável na competição, apesar de nos últimos nove pontos disputados em casa, o CSA ter ganho apenas um, o time azulino segue no G4, ocupando a 2ª posição. Já o CRB também pontuou, fato ressaltado pelo técnico regatiano como importante neste momento, mas mesmo somando um ponto, o Galo perder uma posição e agora é o penúltimo colocado.

O jogo tático

CRB iniciou o jogo melhor. O time ganhava a primeira e a segunda bola e Cleiton Xavier apresentava uma certa qualidade, dando dinamismo e profundidade. Mas esta característica funcionou apenas até aos 25 minutos, quando o jogador sentiu uma contusão e deixou o campo de jogo.

Aos poucos, o CSA corrigiu seu posicionamento. Ferrugem passou a fazer diferença com ultrapassagens e neste momento o time azulino obteve uma vantagem em termos de finalização.

CSA segue apresentando uma proposta de jogo reativa. Já o CRB tinha posse, mas era um posse passiva, ficava de um lado para o outro apenas girando a bola, sem conseguir agredir.

No tempo inicial, Mota fez apenas uma defesa e João Carlos fez duas. A situação se inverteu para o tempo final, onde Mota fez duas e João Carlos apenas uma.

O CSA segue com dificuldade quando um adversário não oferece os espaços. Além disto, Marcelo Cabo segue sem condições de alterar a equipe e os jogadores acabarem mudando a condição do jogo. Já o CRB fez trocas melhores porque Mazola, Leílson e Willians Santana entraram e conseguiram um melhor rendimento.

Taticamente o clássico foi um jogo muito duelado, mas foi um jogo pobre em emoção e lances de gol. A partida teve a prevalência das linhas de quatro defensivas e nos dois times, destaques para os volante Edinho (5-CSA) e Claudinei (5-CRB).

Indiquei o atacante Niltinho (7-CSA) como o dono do jogo. Mota foi o melhor goleiro e Júnior Rocha foi o melhor treinador.