Em noite de decepções, derrotas de CSA e CRB apimentam o clássico de sábado
Avassalador, CSA sofre e faz mais uma vítima fora de casa

Gol do CRB marcado por Diego Rosa: Galo voltou a não jogar bem – Foto: Pei Fon – TNH1

 

Novamente o CRB apresentou muitas dificuldades em construir o jogo no terço final do campo. Novamente a equipe não conseguiu ter profundidade. Novamente o CRB trocou muitos passes mas sem eficiência. Novamente o Galo errou muitos passes. Novamente o CRB dependeu exclusivamente de bolas aéreas ou de bolas alçadas na área como opções ofensivas. Novamente o CRB não ganhou. Novamente o CRB permaneceu na zona de rebaixamento. Novamente existem questionamentos em uma semana difícil onde ainda enfrentará o Coritiba na capital paranaense e o CSA no clássico alagoano na Série B.

O empate em 1 a 1 com o Brasil de Pelotas foi um resultado ruim, mas pelo menos, o time voltou a pontuar após duas rodadas sem conseguir pontos na competição. A principal novidade foi a estreia de Cleiton Xavier que claramente ainda ressente do ritmo de jogo.

Se o momento é preocupante só o trabalho ou a melhora da qualidade poderá fazer o CRB sair desta situação. Mas é inegável que a pressão sobre os jogadores, sobre o técnico e sobre a direção aumenta com a ausência dos resultados.

O jogo tático

Desde o começo do jogo, o CRB demonstrava sua característica de trocar passes, ter a posse de bola, mas apresentava dois grandes problemas: ausência de profundidade, lateralização e infiltrações, além de uma ausência de compactação ofensiva.

O Brasil era agressivo na marcação e com a falta de confiança do time alagoano, o Xavante buscou tomar conta do jogo. O Brasil mostrava experiência, girava a bola, tinha compactação e chegava com aproximação entre os atletas e muita movimentação.

Em dificuldades no jogo, o CRB apresentava-se mal posicionado e toda a primeira bola, o time gaúcho dominava as ações. Até que em um erro do CRB, o Brasil chegou ao gol. Oito minutos depois, o CRB chegou ao gol na única alternativa que ele conseguia viabilizar; cruzamento na área.

O estreante Cleiton Xavier fez o cruzamento no primeiro pau, Diego Rosa desviou, o goleiro Marcelo Pitol se atrapalhou com a chances de um toque de Neto Baiano e acabou não defendendo a bola. Mesmo sem criar muita coisa, o CRB empatava o jogo.

No segundo tempo, o jogo caiu de ritmo, caiu ainda mais de qualidade. Pouco foi criado ao longo de todo o segundo tempo. O técnico Júnior Rocha buscou as alterações, mas dois dos jogadores que entraram, Bruno Paulo e Mazola, foram muito mal e pouco contribuíram e jogo seguiu sonolento até o final.

O experiente volante Leandro Leite (5 Brasil-RS) foi o dono do jogo. Cleiton Xavier (10-CRB) foi o garçom. Clemer trabalhou melhor. O árbitro goiano Elmo Alves Resenha fez uma arbitragem muito boa.