CSA na Série B forçou CRB a ir mexer no cofre
O carimbo do modelo de jogo, da confiança e da evolução

A imagem da fotografa Pei Fon não deixa dúvida: Didira é o dono da bola – Foto: Pei Fon – TNH1

 

CSA e Boa Esporte fizeram um jogo muito pobre. Foi uma partida muito ruim, abaixo, muito abaixo do que se esperava.

Apesar disto, o CSA venceu o jogo. No futebol existe uma situação que quando a fase é boa tudo acontece. O CSA ganhou o jogo da maneira como ele gosta de fazer:  marcação alta, roubo de bola, assistência perfeita e finalização com frieza. Inclua nesta construção Ferrugem e Didira e você está vendo o gol azulino.

A vitória foi muito importante para manter o bom momento vivido pelo clube, mas essencialmente para o time azulino seguir criando ‘gordura’ neste começo da Série B.

Vitória no detalhe de um Cajuru inspirado – fazendo defesas importantíssimas, de um Edinho fantástico – mesmo aos 35 anos, não corre errado, impõe respeito, senso de cobertura estupendo e de um Didira acima da média . Novamente o camisa 19 azulino desequilibrou. Se ele estivesse no fantasy game Cartola ele teria estourado a pontuação. Fez gol, finalizou, roubou bola, ditou o ritmo. Talvez tivesse perdido uns pontos pelo cartão amarelo, mas se você além de escolhe-lo, tivesse o indicado como capitão, mitaria sem sombra de dúvidas.

O Jogo

Estreando um novo técnico, o Boa Esporte  veio modelado no 4-1-4-1. Amaral buscou uma marcação individual sobre Daniel Costa, conseguiu e anulou o meia azulino. Desde o começo, apenas Niltinho buscava algo diferente no aspecto ofensivo. Ganhou algumas bolas de Erivelton, mas depois foi peça nula. No primeiro tempo, O Boa teve as duas melhores oportunidades e nas duas situações, Cajuru impediu o gol mineiro.

Logo no primeiro minuto do tempo final, o CSA chegou ao seu gol. Ferrugem roubou uma bola com uma marcação agressiva, alta, arrancou e deu uma linda assistência para Didira. Ele de maneira fria, dominou e bateu rasteiro, fazendo CSA 1 a 0. Esse foi apenas um momento de brilho coletivo da equipe, depois, o CSA voltou ao mesmo patamar. Quando Marcelo Cabo optou por mudar, os jogadores pouco acrescentaram. Quem ainda participou mais intensamente foi Celsinho.

Walter, por incrível que pareça, foi mais participativo que Daniel Costa. Inteligente ele procura o espaço vazio para usar o que tem de melhor: batida na bola, seja para um passe ou para finalização. Mas com o peso que está apresentando não pode sequer ser considerado um atleta.

Didira foi o nome do jogo. Chamou a responsabilidade, tomou as decisões do jogo, participou intensamente tanto do momento ofensivo, quando do momento defensivo. Alexandre Cajuru foi o melhor goleiro. Marcelo Cabo fez um trabalho melhor. O árbitro da partida Rodrigo Carvalhares (RJ) fez uma atuação apenas razoável.

Sem uma grande atuação, o CSA venceu. Foi o suficiente para se manter no G4, mas também são necessários alguns alertas. Contra o Londrina, por exemplo, jogando da maneira que enfrentou o Boa, o time azulino vai sofrer muito.