Quando a fase é boa se ganha de ‘todo jeito’
Segunda vitória aumenta confiança mas ainda é preciso encontrar o equilíbrio

Neto foi o dono da partida: três gols em um time de Série A – Foto: Pei Fon – TNH1

 

O empate entre CRB e Ceará em 3 a 3 no primeiro jogo das quartas-de-final da Copa do Nordeste  serviu para carimbar o modelo de jogo implementado por Jr Rocha. Também serviu para que o grupo possa readquirir a confiança e finalmente carimba a evolução que o Galo tem mostrado nos últimos jogos.

Não é e ainda levará mais um tempo para ser o time que o treinador deseja, mas o CRB optou por ser um time com qualidades que estão latentes aos olhos de todos. Ainda há algo que preocupa: os momentos de desconcentração. O CRB tem tomado muitos gols nos instantes/minutos finais do jogo.

A disputa pela vaga ainda está em aberto. Mesmo se considerarmos a desvantagem do Galo por ter tomado três gols em casa. Neste cenário, por exemplo, o CRB só se classifica com empate se o resultado for por quatro gols ou acima disto. Qualquer vitória põe o CRB na semifinal. O sonho ainda é possível e como mesmo dizem: ’sonhar não custa nada’

O jogo tático

Logo ao divulgar a escalação, Jr Rocha sinalizava que não iria respeitar excessivamente o Ceará. O time tinha o mesmo modelo que atropelou o Atlético-GO no primeiro tempo. E o CRB quase repete a dose. Até 45 minutos, o Galo vencia por 2 a 0. Tomou o empate nos dois minutos seguintes, aos 46 e aos 47.

O Ceará voltou melhor, mas adaptado no começo do tempo final. Para ampliar o momento de superioridade, o time regatiano teve Diego expulso de campo. O primeiro cartão foi bobo, por uma discussão se a falta era mais para frente ou para trás. Mesmo com um a menos, o CRB voltou a ficar a frente do marcador, com o inspiradíssimo Neto Baiano, que aliás marcou três belos gols.

Para chegar ao gol da nova vantagem, o CRB foi coeso, demonstrou determinação e muita garra. Depois disto foi um bombardeio só. Era natural que o Ceará chegasse ao gol de empate. Sem Neto, que já havia sido substituído, o Galo perdeu o ‘homem referência’ que prendia os zagueiros. Juninho Potiguar não acompanhava Pio e em um destes lances, o time chegou ao empate. Pressionou, empurrou o CRB para trás, teve bola na trave e acabou com Arthur Cabral  deixando tudo igual após assistência de Pio.

Neto Baiano foi o dono do jogo. Pio o garçom. Jr Rocha fez um trabalho superior e o árbitro piauiense, Antonio Dib não fez uma boa arbitragem. Mesmo tendo anulado um gol legal do Ceará, a arbitragem mostrou instabilidade.