É preciso dar tempo para uma nova construção
O fim da arrogante Era Mazola com um resultado previsível

Michel Douglas comemora seu 1º gol na Série B: 2º gol azulino na vitória sobre o Goías – Foto: Pei FOn – TNH1

Foi uma grande vitória sobre um grande adversário. O CSA estreou na Série B derrotando o Goiás mostrando um futebol competitivo. Se a Série B tem ’38 decisões’, o Azulão venceu a primeira com autoridade. Foi sufocado, apertado pelo Goiás na reta final, mas teve força para se defender.

A ‘calma’ é que já vimos uma empolgação em alguns torcedores, falando de Série A, de que o CSA chegou para ‘brigar e tudo mais. Em sua entrevista coletiva, Marcelo Cabo traçou uma paralelo na competição com uma estrada de 38km, dizendo textualmente, que o CSA concluiu apenas o primeiro dos 38km da estrada.

A competição é longa, é dura, equilibrada, apresenta oscilações e precisará muito – para qualquer que seja o objetivo – ter regularidade. A partir do jogo feito, Daniel Costa e Niltinho, por exemplo, serão mais marcados.

Mas o futebol apresentado, peças que estrearam e mostraram um bom rendimento , deixaram a sensação que o time possa fazer a Série B dentro do seu objetivo: chegar aos 45 pontos e manter-se na competição.

O jogo tático

CSA iniciou a Série B com o mesmo modelo que já havia sido apresentado: uma linha de quatro ( a mesma que conquistou o título alagoano), dois volantes – que jogam em linha – trazendo a novidade do experiente Edinho, a linha de três tendo como novidade Niltinho, além de Michel Douglas, como referência.

Com pouco tempo em campo, Didira não teve como ser avaliado, mas ao trocar o meia craque do alagoano por Hugo Cabral, o time azulino ganhou em profundidade e mostrou que também poderia ter jogado desta maneira se tivesse as peças.

O CSA construiu uma vitória com bastante qualidade. Daniel Costa deu uma assistência de craque para o estreante Niltinho abrir o marcador e depois, a jogada coletiva gerou o segundo gol de Michel Douglas. Ficou muito claro, latente, o trabalho de Marcelo Cabo. Os novos jogadores ajudaram na transição rápida, em quebrar linhas. Ainda vejo o CSA jogando com dois volantes em linha e sem participar do momento ofensivo do jogo, mas isso é compensado pela liberdade dada a Daniel Costa.

Além disto, a vitória foi valorizada por ser sobre uma equipe eficiente, muito bem treinada, com várias jogadas ensaiadas e com uma transição veloz e de muita qualidade. Após levar o segundo gol, o Goiás definiu sair para o jogo, chegou ao seu gol em uma jogada ensaiada e criou dificuldades para a defesa azulina. Cabo até teve que baixar as linhas e como último recurso, usar uma linha defensiva com cinco jogadores.

O craque do jogo foi Niltinho. Daniel Costa foi o garçom. Marcelo Cabo foi o melhor treinador. Já o arbitro pernambucano, Gilberto Castro complicou o jogo, invertendo faltas, deixando de aplicar cartões, mudando critérios e demorando a tomar decisões. Arbitragem razoável.