Nunca a Série B gerou tanta expectativa
O título da ousadia e da coragem

Após o encerramento do Alagoano, CSA e CRB focam na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. Avaliações estão sendo feitas, muitas delas baseadas no resultado do Alagoano. Opto por fazer análises baseadas no trabalho, porque o trabalho tem solidez, o resultado passa, não se sustenta.
Tomemos como exemplo, o resultado dos dois: CSA campeão e CRB vice. Tudo está certo no CSA? Evidente que não. E no CRB está tudo errado? Lógico que não.
A primeira situação a ser justificada reside no aspecto de que a competição a ser disputa é completamente diferente. O nível de exigência também.
Outro aspecto a ser observado é que a vitória do CSA não esconde a necessidade do time precisar ser muito qualificado para Série B. Também não será o ideal, a direção do CSA usar o ‘agradecimento’ da conquista do alagoano para ‘segurar’ alguns jogadores. O time ainda precisa de um lateral esquerdo, um meia e de pelo menos dois atacantes – lado e referência.
No CRB a situação é muito semelhante, mas baseado no inverso: a derrota para o CSA na decisão não será parâmetro para questionar que está tudo errado. Mazola foi confirmado como técnico , mas preocupa quando o presidente diz que ‘ele continua, mas técnico tem que ter vitórias. Se não tiver, a conversa é outra’.
O técnico precisa ter trabalho, a analise é em função da possibilidade do desenvolvimento do trabalho e se não existir a convicção que o time pode crescer, o profissional pode ser demitido.
Em relação ao time, o CRB precisa de um lateral esquerdo – o que foi anunciado é volante que joga pelo lado, um segundo volante com qualidade para ultrapassar, um meia que pense o jogo, que tenha dinâmica e pelo menos um atacante de lado e um referência com qualidade.
Este momento de transição de uma competição para outra é um momento de amadurecimento, avaliações com o ´pé no chão’ mas acima de tudo de convicção em relação ao trabalho que está sendo realizado.