A clara opção do CSA e o fortalecimento do trabalho de Marcelo Cabo
O sono azulino foi interrompido por um acordado treinador

Anderson Conceição: destaque do jogo e autor do gol do CRB – Foto: Pein Fon – TNH1

A matemática é uma ciência exata e não permite ‘aspas’ nas avaliações. O jornalismo é formado por informações, mas cercado de ‘variáveis’ que permitem construções bem distintas daquilo que estamos vendo.

A matemática ainda não me permite afirmar que o CRB está classificado ou que o CSA está eliminado. Mas o jornalismo permite construir estas ideias. O empate com o Santa Cruz, virtualmente classificou o CRB. O empate contra o Salgueiro virtualmente eliminou o CSA.

Talvez mais uma rodada defina a situação no mundo matemático. Até lá, o mundo virtual tem a prioridade na avaliação

O Jogo tático

O técnico do Santa Cruz, Júnior Rocha veio rodar o elenco, para buscar um ponto e seguir como lider. Trouxe sete novidades no time e jogou de igual para igual no primeiro tempo. O CRB apresentava a mesma dificuldade: o time não conseguia ser uma equipe solta, não conseguia ultrapassar, quebrar as linhas do adversário, não conseguiu triangular. Sempre utilizando bola longa no corredor, usando as laterais e bola área/longa para o Neto Baiano.

Até os 20 minutos quando aconteceu a parada técnica, o Santa era melhor. Já havia criado situações que levaram perigo. O Santa Cruz até teve uma penalidade clara de Feijão sobre Artur Resende que o árbitro não marcou.

Mas na parada técnica, Mazola mudou a postura do time. O CRB passou a marcar mais alto, fazer pressão e pouco tempo depois, chegou ao gol em um bola áerea. O CRB fez um escanteio tático, rápido. Méritos do treinador. Não dá tempo de a defesa se posicionar, de causar o empurra-empurra. Após o gol, o CRB ainda teve duas chances.

O jogo ficou ao feitio do CRB reativo. O CRB poderia ter decidido o jogo, ampliado o marcador. Neto chegou atrasado em uma bola, depois Dany Morais cometeu pênalti em Willams Santana , não marcado pelo árbitro.

Ai entrou a situação do técnico do Santa Cruz mudar sua linha de três usando seus titulares: Fabinho Alves, Robinho e Hericles. O Geovane veio ser o meia centralizado e o Santa sobrou no jogo. Chegou de maneira merecida ao empate. O lance capital veio na expulsão de Flávio Boaventura e Fabinho Alves. O Santa precisou recompor e Mazola poderia ser mais ousado,  Feijão poderia ser recuado e Ruan poderia entrar para buscar a vitória. Mesmo com a opção tradicional, Edson Borges entrou para recompor, o CRB ainda teve a bola do jogo, mas Rafael Bastos parou em uma grande defesa do Thiago Machowski.

Indiquei Júnior Rocha como melhor técnico por ter atingido o objetivo de segurar o CRB, pontuar e manter a liderança , mesmo com um time com base Sub20. Anderson Conceição foi o melhor jogador em campo. Ratinho o garçom, cheguei a lembrar o volante Luiz Otávio e pela primeira vez, indiquei que a arbitragem não entrou em campo. Dois pênaltis não marcados, um para o Santa Cruz e outro para CRB. Aplicou 18 cartões no jogo, sendo 15 amarelos e 3 vermelhos, mas acertou no lance que Edson Ratinho cobrou pênalti do goleiro Thiago Machowski sobre Neto Baiano. Não aconteceu a penalidade. O goleiro se protege, como todos goleiros fazem e Neto forçou o contato para tentar a penalidade.