O sono azulino foi interrompido por um acordado treinador
Nem o ensaio, nem valendo: o CRB não funcionou como poderia

Lance capital: falha de Mota, gol de Juninho Potiguar e vitória do Galo – Foto: Pei Fon – TNH1

 

O primeiro clássico do ano mostrou um jogo bem disputado e com muita movimentação. A grande vitória do CRB teve cara do time do Corinthians comandado por Fábio Carrile: eficiente, consistente defensivamente e sabendo sofrer. Mas também apresentou um CSA com um performance superior, com um futebol mais vistoso e com o time apresentando uma significativa evolução em aspectos tático, físico e técnico.

Com equipes espelhadas no 4-2-3-1, e saída para organização ofensiva em linha de 3 , segurando um volante entre os zagueiros e adiantando os laterais.O CSA apresentava um time mais leve, com mais mobilidade e com transição rápida. O CRB buscava compensar o fato de ser um time mais travado no terço final do campo usando a ligação direta, ora forçando a jogada no mesmo corredor, ora utilizando a troca de corredores usando bola longa .

Além disto, com mérito do trabalho de Mazola Júnior, que teve pouco tempo entre o jogo do Sâo Paulo e confronto do CSA, que já na escalação corrigiu a deficiência pelo corredor esquerdo. Abdicou de ter Willians Santana, seu jogador mais lúcido, pelo corredor esquerdo para tê-lo no corredor central e usar Juninho Potiguar, um segundo atacante de velocidade e que acompanhava melhor as fortes investidas de Jonh Lennon pelo lado direito

A correção na parte defensiva causou no Galo a transformação da equipe em um time bem previsível, sem mobilidade. Os volantes não ultrapassavam e não participação da transição ofensiva. Mas o CRB teve o mérito de ser eficiente, saber sofrer, fazer o gol na falha do goleiro Mota e que Juninho Potiguar aproveitou e a partir deste momento, administrar.

Mesmo em desvantagem no marcador, o CSA seguiu impondo o ritmo e teve na finalização do Josimar com uma defesa excepcional do goleiro João Carlos, seu grande momento. Com a eficiência defensiva do CRB, o CSA não conseguiu infiltrar, mesmo tendo um homem a mais ao longo de todo o primeiro tempo.

Foi um jogo em analisando a performance, observa-se evolução nas duas equipes, sendo que o CSA mostrou uma evolução maior mostrando que o campeonato está aberto. Time azulino apresentou personalidade e nem parecia que o estádio tinha 70% de presença do torcedor regatiano, que em boa parte do jogo, ficou em silêncio, mostrando que havia algo errado com o time mandante.

Já o CRB evoluiu no aspecto defensivo, quebrou a sequência de tomar gol em todos os jogos, mostrou um sistema defensivo sólido, além de uma adaptação importante ao momento vivido por alguns jogadores, além dos problemas de contusão de jogadores importantes.

O volante Feijão (5 CRB) foi o melhor em campo. O meia Daniel Costa (10 CSA) foi o garçom. Melhor treinador foi Marcelo Cabo, pouco tempo de trabalho CSA apresenta uma cara, disciplinado taticamente e com velocidade e mobilidade.

Dênis Serafim recebeu nota 8. Não foi melhor porque abdicou de aplicar um cartão amarelo no Daniel Costa que deu um chute no Willians Fernandes e permitiu que Neto Baiano fizesse muitas faltas, cerca de seis no jogo, sem ser advertido. No entanto, nos lances capitais esteve perfeito.