CRB lento e previsível, testa três volantes para encarar o São Paulo e vence CSE apertado
Derrota importante para baixar o salto

CSA empata com Salgueiro: difícil situação na Copa do Nordeste – Foto: Pei Fon – TNH1

Visivelmente o CSA apresenta uma enorme deficiência no aspecto físico. Com o maior período de preparação entre os grandes de Alagoas, o CSA apresenta um rendimento muito abaixo do esperado.
No atual momento do futebol, onde a parte física é determinante para um time realizar partidas constantes e organizadas, o time azulino consegue ser competitivo apenas em parte do jogo. Foi assim contra São Paulo e Salgueiro, onde o nível de competitividade acaba exigindo um pouco mais do time.
A equipe não responde as valências físicas do futebol: força, velocidade e intensidade. Até acho que tecnicamente, o time do CSA pode apresentar, no momento, limitações, mas um time com excelência física, consegue ser organizado e, portanto, tornando-se mais competitivo.
Marcelo Cabo e sua comissão técnica terão como desafio corrigir esta deficiência em meio as competições pois desperdicar a chance de vitória, como foi neste empate com o Salgueiro em 1 a 1, por uma ‘falta de perna’, beira o absurdo para o patamar atingido pelo CSA. É sempre bom lembrar que diferente do ano passado quando o time azulino tinha uma semana para recuperar entre um jogo e outro da Série C, para o novo patamar desta temporada, a parte física será vital para a disputa de uma Série B sem riscos.
O Jogo
Dois tempos distintos em um jogo de baixo nível técnico. CSA e Salgueiro fizeram um jogo morno. Conhecedor do momento vivido pelo time pernambucano, o técnico do time Sub20 do Carcará optou por um time mais jovem, com alguns jogadores – titulares ou opcionais – vindos do time Sub20.
O CSA conseguiu realizar no primeiro tempo algumas boas jogadas. O lateral Jonh Lennon deu amplitude, trocou de posicionamento com Didira e o CSA fluiu. Poderia até ter feito mais de um gol, mas o gol marcado acabou dando uma vantagem merecida.
No segundo tempo, o Salgueiro travou o CSA. Sem força física, sem intensidade, o time azulino foi um alvo fácil. O CSA ainda cometeu um erro na troca de Kível por Josimar. Leandro Kível saiu chateado, deixou o campo pela linha de fundo e desgarneceu o posicionamento defensivo do CSA. Justamente ali, no primeiro pau, André Victor surgiu sem marcação e empatou o jogo.
Quando o CSA precisou de intensidade não conseguiu. O time perde a força e as trocas feitas por Cabo não surtiram efeito. O time chegava mas não era efetivo na criação e na finalização das jogadas. O resultado foi ver o Salgueiro catimbar, retardar e cozinhar o jogo, gaantindo o empate em 1 a 1.
O resultado deixa o CSA em situação extremamente delicada na competição. Mesmo ainda tendo chances matématicas, as possibilidades de classificação são minimas. André Victor, originalmente meia do time Sub20 do Salgueiro, foi o craque do jogo. O árbitro sergipano Michel Vinicius Santos Freitas não fez um bom jogo. Ele permitiu que o Salgueiro comandasse o jogo e praticasse o anti-jogo. Na hora de punir, puniu apenas o goleiro Mondragon.