Deficiências físicas tiram rendimento uniforme do CSA
CSA goleia Dimensão mas liderança é do CEO

Santa Cruz consegue virada em jogo em que CRB poderia ter matado a partida no 1º tempo – Foto: ASCOM Santa Cruz

 

O título do post é um resumo de uma opinião expressada pelo técnico Mazola Júnior após a derrota de virada do CRB para o Santa Cruz. Ninguém gosta de perder, ainda mais Mazola que é extremamente competitivo, mas com a cabeça fria após ter dado uma cobrada forte no elenco, Mazola foi cirúrgico ao dizer que a ‘derrota foi importante para que muitos colocassem os pezinhos no chão, além de voltar a mandar um recado para torcida que o time não é o CRBayern.

Nas duas situações, Mazola tem razão. O entusiasmo pela arrancada inicial do CRB, as vitórias surgidas com pouco tempo de trabalho, a sequência de gols marcados por Neto Baiano, além de vários outros exemplos em relação a alguns jogadores trouxeram uma verdadeira ‘avalanche’ de situações que exaltavam o CRB a um patamar que ele –até pode alcançar – ainda não atingiu.

“CRB será campeão alagoano invicto”

“Líder e classificado em tudo que disputar”

“Rumo ao título da Copa do Nordeste”

Estes são apenas algumas pérolas ouvidas e lidas por muitos na largada do CRB na temporada. Aos poucos, a coisa foi mudando. Questionamentos como o ‘CRB precisa ser testado’, ou ainda ‘O começo com vitórias esconde os problemas que a equipe possui’.

Mas a derrota poderá fazer com que o CRB volte a colocar os pés no chão e mantenha uma condição competitiva e –aí, sim – uma perspectiva de crescimento.

A fala do treinador desagrada a muitos, mas quem disse que falar a verdade vai agradar a todos?

O Jogo tático

A partida entre Santa Cruz e CRB começou com os dois times jogando como se fosse uma pelada de final de semana: times abertos, com poucas preocupações defensivas e com muita gente onde a bola estava.

Aos poucos, o CRB articulou um melhor posicionamento e com uma postura mais reativa, conseguiu encaixar contra-ataques que levaram perigo. O time conseguia criar situações pelos lados, pelo corredor central, com bolas áreas, mas a individualidade da hora da finalização levava aos erros.

Apesar disto, o CRB foi muito superior ao Santa Cruz, criou de forma clara duas ou três chances de gol e já nos acréscimos achou o gol , na jogada menos provável, que abriu o marcador.

No segundo tempo, o time retornou com a mesma postura mas com jogadores importantes no sistema de jogo sem participação mais direta. Com isso, aos poucos, o Santa Cruz passou a mudar sua postura, atacando  o lado mais vulnerável da equipe. Júnior Rocha orientou que o Santa usasse a bola com inversão de corredores e com a perspectiva de lances em profundidade e amplitude, forçando a situação de um contra um (Augusto contra Manoel).

Manoel não fez um bom jogo, mas também é verdade que Willians Santana abandonou a recomposição no segundo tempo e que Serginho não ‘ajudou’ Feijão, que ficou solitário para marcar, cobrir buracos e ainda diminuir espaços pelo lado esquerdo. O resultado foi um castigo: em duas jogadas pelo lado esquerdo, dois erros de Boaventura e Anderson Conceição e dois gols do Santa Cruz.

A virada no marcador fez o Santinha usar do ‘veneno’ que o Galo utilizou no primeiro tempo: recuando para ser reativo e ainda ampliou a situação para esfriar, parar, travar o jogo, valorizando quedas, simulações de contusão. Foi um time experiente contra um CRB desgastado e sem articulação. O resultado foi a primeira derrota na Copa do Nordeste e a perca da liderança do grupo.

Garçom foi Augusto. Daniel Sobralense foi o craque da partida. O árbitro Zandrick Gondim Alves Junior ( RN) fez uma boa atuação, deixando de marcar algumas faltas, mas sem comprometer a sequência da partida.