CSA goleia Dimensão mas liderança é do CEO
Classificação histórica do CRB e eliminação previsível do CSA

Em tempos de descontrole da sociedade em relação as redes sociais, o presidente do CSA, Rafael Tenório, deu um excelente exemplo de como lidar com a situação.

Após a informação que Marcelo Cabo será o técnico do time azulino uma série de questionamentos sobre a orientação  sexual do treinador inundaram as redes sociais. O mais grave é estas insinuações ganharam abrigo no grupo de whatsapp do Conselho Deliberativo do clube.

Em tese, o local serviria para discutir assuntos relativos ao clube, mas o grupo serve para disseminar fofocas, falar de conselheiros, expor situações internas do clube, criticar profissionais da imprensa e criar ruídos, problemas, que afligem o clube.

Rafael mostrou-se envergonhado e indignado foi duro ao retratar a situação. O assunto beira o absurdo. A vida pessoal, sexual, amorosa de Marcelo Cabo só diz respeito a ele mesmo.

A homossexualidade é algo que está presente em todos, absolutamente, todos os setores da sociedade. Ele está na imprensa, entre políticos, nas forças de segurança, nas classes sociais mais abastadas, nas classes sociais pobres, nos clubes de futebol, com dirigentes e técnicos, médicos e como não poderia ser até mesmo no conselho deliberativo. Mas a homossexualidade não pode ser parâmetro para um julgamento das pessoas.

Rafael Tenório já enfrentou grandes desafios em sua vida pessoal, como administrador e agora como presidente do CSA. Seu falado ‘case de sucesso’ não será realizado se ele não conseguir controlar, encerrar os ruídos. O assunto poderá dar uma grande contribuição do clube: a detonação dos perus.

A primeira providência de Tenório foi dizer que estaria saindo do grupo de conselheiros. Blindar o clube, transformar o CSA em um clube mais fechado, com menos vazamento de informações também será fundamental.

Assim como aconteceu no caso de um jovem torcedor do CRB que fez uma impensada aposta e Rafael pensou no lado humano, o mesmo aconteceu em relação ao assunto envolvendo Marcelo Cabo.

De uma forma triste, o presidente do CSA teve uma convicção que eu já sabia: os inimigos, aqueles que fomentam a discórdia contra membros da imprensa, contra João Feijó, contra o próprio Tenório e Raimundo Tavares, partem de dentro do clube.