O desabafo de Tenório e a descoberta de algo que atrapalha no crescimento do clube
Qualidade dos gramados em Alagoas é inaceitável

Nos pênaltis, CRB elimina Novo Hamburgo e segue para a próxima fase da Copa do Brasil – Foto: Adilson Germann/Jea Comunicação

 

O sonho de um clássico inédito na 3ª fase da Copa do Brasil não aconteceu. O CRB até fez sua parte, mas o CSA ficou pelo caminho.

Com muitas dificuldades, o CRB avançou. Após sair na frente, o Galo cedeu o empate ao Novo Hamburgo e na disputa dos pênaltis, o goleiro João Carlos foi monstruoso ao defender duas penalidades e garantir o CRB na próxima fase.

Já o CSA chegou a igualar o jogo contra o São Paulo no tempo inicial, mas mostrou erros em um período da partida que acabou sendo fatal. A derrota por 2 a 0 teve a cara de um jogo de um jogo contra times integrantes do G12: errou é faltal.

O Jogo tático

 

O São Paulo aproveitou erros do CSA para definir o jogo em seu favor: situação estratégica e eliminação azulina previsível – Foto: Pei Fon-TNH1

O CSA veio enfrentar o São Paulo discutindo a partida de igual para igual. No primeiro tempo, o time mostrou as características da equipe campeã brasileira no ano passado. Era um time que jogava de forma reativa. Se posicionava para marcar de forma baixa e ao roubar a posse de bola, tinha velocidade nos corredores, notadamente, no corredor direito com Talisson e Didira.

O CSA conseguiu criar situações que incomodaram o São Paulo. Com Talisson ultrapassando Nenê com facilidade, Dorival Júnior melhorando o posicionando ao trocar Nenê e Marcos Guilherme de posição. Isto fez com que, Talisson tivesse mais dificuldade.

Mas foi um CSA que mostrou competência para fazer um primeiro tempo absolutamente igual.

No segundo tempo vieram os erros que são fatais contra uma equipe com o porte do São Paulo. Logo aos três minutos, o CSA criava uma jogada de ultrapassagem. Didira trocava passes com Daniel Costa e Talisson ultrapassava em velocidade. Mas Daniel Costa errou o passe e o tricolor realizou uma forte transição. A bola foi trocada de corredor, chegou em Cueva e devolveu para Marcos Guilherme. O cruzamento atravessou toda a área e encontrou Nenê no lado contrário, sozinho, sem a cobertura de Talisson, para empurrar para o gol e fazer São Paulo 1 a 0.

O gol sofrido desarrumou o CSA. Daniel Costa não estava bem e sentiu o erro que originou a vantagem para o time paulista. Pouco mais de dez minutos depois, veio o lance fatal. Cobrando de lateral com a característica de Reinaldo. Na intermediária, ele cobrou o lateral no ponto futuro, Diego Souza arrancou, entrou na área e foi derrubado por Mota: pênalti. Cueva com imensa categoria fez 2 a 0. A partir daí, o CSA se desarrumou, se perdeu no jogo e além de não ter força para reagir deixou o São Paulo começar a jogar com a vantagem, a tocar ‘bonito’, a jogar mais leve. O jogo seguiu até o final. O CSA ainda fez trocas tradicionais, um atacante referência por outro e a mudança dos dois extremas, mas até surgiu volume, mas sem criar nada de mais importante. O São Paulo também fez mudanças, administrou e assegurou o resultado.

Marcos Guilherme foi o garçom. Cueva foi o craque do jogo. Giva não entrou em campo. A arbitragem do catarinense Bráulio da Silva Machado deixou a desejar na estratégia de controlar o jogo. Ele sonegou diversos cartões e correu risco de se complicar. Mas acertou nos lances capitais, como no próprio pênalti e depois na não marcação de uma outra penalidade em um lance entre Diego Souza e Leandro Souza. Arbitragem boa. Nota 7,5.