Classificação histórica do CRB e eliminação previsível do CSA
Desfile sem fantasia, sem alegoria e sem evolução

Já era Carnaval quando Murici e CRB se enfrentaram no último sábado no Estádio José Gomes da Costa, em Murici. O fato que chamou atenção, ressalte-se, no aspecto negativo, foi a péssima qualidade do gramado. Sob qualquer ponto de vista, a prática de uma partida de futebol ‘profissional’ naquelas condições é inaceitável.

O pior é que a situação é reincidente. Na semana que antecedeu a abertura do Alagoano, o Estádio José Gomes da Costa permanecia interditado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) mas de forma surpreendente o gramado que vimos no sábado foi liberado pela CBF.

Na reta final do ano, o presidente da FAF, Felipe Feijó falava sobre um programa de melhoria para os campos em Alagoas. Uma empresa foi contratada para realizar serviços de topografia e a promessa de melhoria. “ Os gramados passarão por grandes ajustes, o que vai melhorar ainda mais , a qualidade do futebol”.

Não foi isso que aconteceu. Até mesmo o gramado do Rei Pelé iniciou a temporada em um padrão muito abaixo do aceitável e daquela qualidade que observamos ao longo dos anos. Gramado de Palmeira melhorou para o que era, mas continua irregular, alto, desnivelado. Em Capela, o piso é duro. O resultado é a bola viva o tempo todo, riscos de lesões e dores nos atletas no dia após o jogo. No sertão, em Olho D’Água das Flores, a mesma coisa. Murici, hoje, é o extremo.

Mazola Júnior, técnico do CRB, foi duro, mas feliz nas suas afirmações após o jogo e acrescentou que não é possível ter futebol profissional nestas condições. Para a FAF digo apenas que entendo – e respeito – as dificuldades enfrentadas, entendo, e respeito, que a entidade tenta viabilizar a realização da competição ‘deixando’ algumas coisas para trás em nome do futebol alagoano, mas essa situação é limite. Se não nos profissionalizarmos, não iremos avançar. Não teremos uma competição, com pelo menos, o jeito de uma competição profissional.

Precisamos reagir, pois continuo visualizando que o novo já nasceu Velho.