Em jogo para chegar a R$ 1 milhão, CRB, CSA e ASA só pensam....naquilo ($$$$)
Experiência, saber sofrer e o desequilíbrio de Ratinho

Comandado por Daniel Costa, CSA vence ASA em clássico no Rei Pelé – Foto: Alisson Frazão – TNH1

 

O Campeonato Alagoano chegou praticamente a metade da sua fase de classificação. A rodada se desenhou de forma muito positiva para o CSA que venceu o ASA por 2 a 1, recuperou a segunda posição e beneficiado pela surpreendente derrota do CRB para o Dimensão Saúde , é a equipe que possui menos pontos perdidos e com um jogo a menos, poderá assumir a liderança do Alagoano.

A rodada também trouxe a indicação de recuperação do CEO, que já encaixou duas vitórias seguidas após a chegada do técnico Elenilson Santos, com Nona sendo decisivo e marcando 4 gols nos últimos dois jogos. O Santa Rita voltou a empatar em casa e mostra  que no momento, vai lutar para não cair.

Em Capela, CRB perdeu para o Dimensão: 1 a 0 – Foto: Douglas Araújo – ASCOM CRB

A grande surpresa da rodada foi a derrota do CRB para o Dimensão, pondo fim na invencibilidade do Galo na temporada. Apesar de ter criado diversas chances, o CRB desperdiçou oportunidades, viu o Dimensão construir a vitória em uma bola e até ter tido oportunidades após a vantagem criada. Mazola valorizou a eficiência do adversário e ressaltou que alguns jogadores que não conheciam, foram apresentados ao Campeonato Alagoano.

O Jogo: CSA x ASA

CSA com as modificações, literalmente tirou o peso do time destravou. A equipe foi ativa nos corredores.  Era um CSA que defendeu no 4-2-3-1 e atacou no 4-1-4-1. Marcos Antonio fazia muito bem o papel tático como segundo volante, até lembrando a mobilidade do time do Canindé. Ele fazia a lateral, Rafinha ocupava a extrema e Giva tirava a sobra do zagueiro, desorganizando o modelo defensivo do ASA.

Didira e Giva tinham papel importante pois arrastavam os marcadores para dentro do campo e criavam espaços para Talisson e Rafinha atacarem os corredores. Tudo isso, sendo feito como preconiza o futebol moderno: troca de posições, mobilidade e a chegada pelos lados do campo.

Leandro Kivel com mais presença de área, incomodou o sistema defensivo e com mais qualidade no aspecto físico, mesmo treinando poucos dias, mostrou que pode ser uma opção  mais efetiva, principalmente, quando o CSA tiver o jogo pelo lado.

O ASA mostrou fragilidade. Destaque para apenas quatro jogadores (Dida, Lucas Bahia, Coutinho e Romulo)  muito pouco para pensar em uma equipe competitiva. Diego Furtado não entrou em campo e foi substituído ainda no primeiro tempo. CSA superior até os 25 minutos do 1º tempo, depois o ASA equilibrou, mas sem apresentar força ofensiva, sem ser agressivo.

No segundo tempo, o alvinegro tentou agredir mais. Até mesmo teve a primeira oportunidade com  Felipe, mas depois CSA respondeu com Didira achando a trave. Saindo mais para o jogo, o ASA deixou espaços e em um contra-ataque com assistência de Xandão, Didira fez um gol com frieza e categoria para definir a vitória. O time azulino ainda teve chances com Samurai, mas não concretizou o lance em gol.

Daniel Costa (10-CSA) foi o garçom. Visivelmente é o maestro da equipe. Didira foi o craque do jogo, pela forma como jogou: vertical, meteu bola na trave, participava das situações ofensivas e ainda recompunha com eficiência. Flávio Araújo foi o melhor técnico, sendo responsável pelas mudanças que deixaram o time mais leve, ativaram o espirito de competitividade dentro do grupo. Francisco Carlos do Nascimento errou o posicionamento em campo, atrapalhando algumas jogadas. Foi mais rigoroso com a reclamação do que com faltas, que mereciam cartões e que não foram aplicados, Dawhan que puxou de derrubou Coutinho no 1º tempo e Didira que deu uma entrada por trás em Isaías, são exemplos disto, mas nada que não lhe desse uma boa partida.