Experiência, saber sofrer e o desequilíbrio de Ratinho
CRB expõe novo repertório e aplica 2ª goleada em casa

Luidy jogou contra o CSA: opção pelo lados, mas menos agressivo que o inicio no CRB – Foto: Lucas Moraes/cearasc.com

Ceará e CSA fizeram um jogo muito ruim. Tecnicamente, a partida foi bem abaixo do esperado. O CSA tratou de errar nos minutos iniciais e isso acabou sendo decisivo para o placar final de Caerá   1 a 0.

Após o gol marcado, logo aos dois minutos da etapa inicial, o Ceará pouco fez, mesmo assim criou três situações e o  CSA apenas duas. Tirando isso, jogadores sem a forma física ideal, um time com o freio de mão puxado e sem poder de definição.

Apesar de todo o cenário ruim, observei que o CSA evoluiu em algo. O time consegue trocar passes, manter a posse de bola, realiza ações de jogo com mais dinâmica. No entanto, estas ações não são caracterizadas por eficiência, a equipe não consegue jogar em amplitude, nem consegue com esta troca de passes fazer o que preconiza  o futebol moderno: trocar um número de passes que defina uma condição de finalização. Os laterais seguem sem ultrapassar e os volantes são muito burocráticos.

Está evidenciado que o time possui jogadores sem a forma física ideal , outros que tecnicamente continuam bastante questionados. O técnico Flávio Araújo segue mantendo sua ideia de apostar no time campeão da Série C. Isso cria uma zona de conforto para quem está abaixo do ideal, mas mesmo assim, segue como titular. Também demonstra que o grupo tem poucas opções com qualidade para mudar esta realidade. Está evidenciado que o CSA contratou mal e está sofrendo com as reposições.

O jogo tático     

CSA veio planejado para jogar no erro do adversário, marcar na linha média e tentar esperar espaços oferecidos por quem vai propor o jogo. Mas o gol tomado com um minuto fez o Ceará mudar sua postura, não se expor mais e desfazer todo o plano de jogo azulino.

Marcos Antônio foi inexistente no tempo inicial. Ficou nítido que com Michel fora de forma, não tem o arranque. Didira não é este jogador para buscar o desafogo em velocidade.

No tempo final, o CSA teve um período de uma melhora, principalmente com Giva, que mais magro e com mais poder de deslocamento, oferta mais opções para Daniel Costa. Marcelo Chamusca trocou para posicionar e passados dez, quinze minutos de mais ofensividade do CSA, o jogo voltou a ficar bem burocrático e sem qualidade. Parecia um amistoso. CSA mudou de característica – perdeu a velocidade e trabalha mais com a posse de bola, dinâmica e troca de passes – mas ninguém ofereceu esta opção para o Flávio Araújo. CSA contratou em quantidade, mas não trouxe em qualidade.

Pio foi indicado como garçom . O melhor em campo foi Richardson. Volante que participa de todos os momentos da partida. Roubou  bola, consegue trocar passes, conduz o time na saída de jogo e ainda participa do momento ofensivo.  Já a arbitragem do maranhense Mayron F. dos Reis Novais não se complicou. Fez um jogo seguro. Poderia ser mais rigoroso e até mesmo os três amarelos caberiam expulsões.