2018 já chegou e acho que poderá ser tão bom, como foi 2017
Sem apostas

A semana trouxe uma informação que caiu como uma bomba em meio a alguns torcedores do CRB. Paolo Guerrero, atacante do Flamengo e da Seleção do Peru, teve sua pena reduzida de um ano para seis meses. Isto lhe possibilitará jogar a Copa do Mundo – Russia 2018. Mas a defesa do jogador ainda quer mais. Eles vão ao CAS (Court Arbitral du Sport) em busca de absolvição, ou seja, liberação imediata a partir do julgamento na última instância de julgamento possível.
Muitos torcedores do CRB falaram comigo diretamente ou nas redes sociais indicando uma ‘injustiça’ ou ainda ‘ força do dinheiro’ comparando que Guerrero teve a pena reduzida e Olívio teve sua pena aumentada. Não entendo a análise pura e simples vendo deste ponto de vista.
Olívio e Guerrero tem casos completamente distintos, a partir da substância detectada. Para efeitos de simples entendimento, Olívio testou positivo para testosterona, hormônio da força, da alteração de rendimento. Este é o hormônio mais defenestrado por todas as agências que trabalham com dopping, porque muda o rendimento do atleta. Guerrero testou positivo para cocaína, droga considerada até como ‘social’ e que não tem o poder de mudar o rendimento do atleta.
Além disto a qualidade e a estrutura ofertada pela defesa de Guerrero junta os melhores advogados do mundo esportivo, além de uma equipe de bioquimicos que teriam comprovado uma dosagem minima e por contaminação atráves de um chá.
O CAS/TAS já puniu outros atletas de peso no mundo, como a tenista Maria Sarapova ou o velocista Justin Gatellin, americano e um dos grande rivais de Usain Bolt. Para não dizer que a delegação russa foi simplesmente retirada da Olímpiada de Inverno por conta de dopping. Falar, comentar, escrever sobre dopping é muito mais complicado do que parece.
Existe uma contra-industria que trabalha em mecanismos para burlar os controles de dopping. São médicos, bioquimicos, treinador que buscam tecnicas e tecnologia para ‘driblar’ os exames. É duro mais levar o assunto apenas pelo aspecto humano ou como ‘pai de família’ também é complicado. Analisando este aspecto ninguém, absolutamente, atleta nenhum seria punido por dopping. Além disto houve um erro no processo, que ao que tudo indica, foi do jogador em ter se medicado sem a devida informação ou avaliação do risco que corria, pois nem todo médico tem a relação das substâncias que são consideradas dopantes.
Acho que a pena é severa, dura, que põe uma dúvida se o jogador voltaria a atuar profissionalmente, mas não avalio como injustiça ou ainda como ‘força do dinheiro’ para Olívio tenha recebido esta dura pancada em um jogador que já deveria estar na Série A, se não fosse o ano que passou parado pelo dopping.