Sem apostas
Os desafios para o inédito período de quatro anos

No último sábado durante a festa de 25 anos da Torcida Organizada Mancha Azul, a direção do CSA prestigiou o evento. Entre outros compareceram o próprio presidente Rafael Tenório e o vice-presidente geral do clube, Omar Coelho. Em seu discurso. Omar trouxe uma fala que chamou atenção e que repercurtiu no meio esportivo.
Entusiasmado ao se dirigir para os integrantes da Mancha, Omar chegou a falar que ‘Não existe a Mancha sem o CSA, assim como não existiria o CSA sem mancha”. Em uma leitura simples deste trecho, Omar não fez uma boa fala, pior, pela representatividade como vice-presidente geral do clube, como homem de notório saber jurídico e ex-presidente da OAB, a fala foi considerada sob todos os aspectos infeliz.
A repercussão fez com que o próprio Omar Coelho explicasse sua fala que se referia ao incentivo vindo das arquibancadas, que os caras seguiram o clube em caravanas por onde o time esteve e reforçou seu posicionamento contrário a violência promovida pelas organizadas, principalmente, quando respondia como presidente da OAB.
É claro que a explicação minimiza mas não diminui o alerta para as falas públicas de Omar Coelho. Em um ginásio lotado, falando pelo clube, existe uma empolgação, isto é lógico, mas medir as palavras será fundamental em outros momentos.
Além do mais o Brasil inteiro discute a relação com as organizadas. No Rio, por exemplo, dirigentes de clubes foram presos por manterem relacionamentos com as torcicas organizadas.
Segue o jogo e que em outros episódios, Omar apareça na mídia pelo equilíbrio, pela coerência e pelas qualidades que demonstra e já demonstrou ao longo de sua vida pública.