A realidade do momento: CRB mantido, ASA caindo e CSA subindo
Os caminhos para Série A

Em determinado momento da minha carreira profissional resolvi que deveria me qualificar para seguir na crônica esportiva. Entendi com aqueles que contribuiram para minha formação profissional que é preciso ter ‘posicionamento’. É necessário questionar, argumentar, ter opinião, mas acima de tudo ter embasamento para isso.
Como integrante da crônica esportiva sei que agrado e desagrado, porque isso é inerente daqueles que se posicionam e que lidam com a opinião pública.
Recentemente ouvi uma entrevista do técnico Mazola Jr onde em determinado trecho da entrevista, Mazola citou que a saida de companheiros de profissão (Léo Condé e Dado Cavalcante) seria justificada porque ‘alguma coisa tava precisando ser trocada, né?.
Fiz uma avaliação sobre o tema e produzi um post com o título ‘Teve alguma coisa errada no discurso de Mazola”   http://blog.tnh1.com.br/blogdomarlon/2017/11/16/teve-algo-de-errado-no-discurso-de-mazola.
Não me escondi, nem deixei de citar, dar nomes no post. Cito o repórter que fez a pergunta, nomino os profissionais citados (Mazola, Dado, Condé, Marcos Barbosa, Alarcon e Luciano Costa). Apesar de um posicionamento firme, não existe em nenhum momento avaliação, afirmação sobre a ‘ética’ ao referido treinador. No próprio post, escrevo ser ‘somente uma avaliação de quem está fora do processo’ e ressalto as muitas qualidades existentes no treinador do CRB.
Fui surpreendido hoje em uma entrevista concedida pelo técnico Mazola Jr a Rádio Correio AM 1200 quando o mesmo se referiu a mim como “leviano” e “irresponsável” . O mesmo não citou meu nome, se referindo como um ‘comentarista aí’, depois disse que não lembrava do nome para ver ‘quanto eu tinha importância’ e em outro momento chegou a revelar – ‘que eu era amigo do Dado”.
Não sou leviano. Não sou irresponsável. Sou amigo do Dado, sim – dentro da busca por qualificação fiz o curso de técnico com ele – mas separo as coisas e já critiquei e cobrei do Dado posicionamentos que entendi como errados dentro da profissão dele, assim como o fiz com Mazola.
Por outro lado é legal saber que seu trabalho é avaliado – até mesmo na Federação Brasileira de Treinadores de Futebol onde fiquei sabendo que o post chegou, em diversas instâncias onde o nível dos debates é alto e o questionamentos existem de maneira argumentativa.
Diferente do que fez Mazola na entrevista não o desqualifiquei, não imputei ao mesmo situações que denegrisse sua qualificação ou sua honra pois minha formação profissional – seja como militar ou como membro da crônica – e familiar não permitem este tipo de mecanismo.
Mazola fez a sua avaliação e tirando os adjetivos ‘leviano’ e ‘irresponsável’, respeito as observações pois quem é público – como ele também é – está sujeito a ser avaliado. As pesquisas de opiniões, entrevistas, falas, discursos por onde o treinador do CRB passou e por onde eu já passei irão nortear para aqueles que ouviram e leram o que foi dito sobre o assunto, qual o personagem está com a razão.