O legado de ter posicionamento
CSA vai investir em algo novo

CRB e CSA irão viver um ano especial em 2018. Os dois estarão disputando a Série B do Campeonato Brasileiro. Para o CRB uma sequencia e para o CSA uma novidade.
Normalmente ao disputar a Série B, os clubes falam de um sonho: chegar a Série A. Recebi de alguns internautas o questionamento do que precisam os nossos clubes para chegar a Série A ou ainda se temos chances de chegar ao acesso?
Penso que o caminho para CSA ou CRB chegarem a Série A é um caminho árduo e muito complicado e que ainda precisamos investir muito em dois setores para sonharmos em chegar neste patamar.
CSA e CRB precisarão investir na base e em tecnologia. Não existe um clube fortalecido sem uma forte divisão de base. O Flamengo tem mostrado isso na Série A. Paquetá, Vizeu, Vinicius Jr são alguns nomes utlizados frequentemente. O Sâo Paulo contra o Coritiba teve 13 jogadores relacionados. O Santos tem uma safra qualificada. O Bahia tem 30% do elenco vindo da base. Porque eles fazem isso? Será que é bonito, dizer ‘craques formamos em casa’?
Não, definitivamente não é por isso. Usar a base é trazer sustentabilidade para o clube. Nem CRB, nem CSA tem trabalhos de base que lhes possam trazer sustentabilidade ao elenco. O Flamengo usa Lincoln, com 16 anos, jogando contra o Santos um jogo que lhe daria a condição de confirmar sua presença na Libertadores e olhe que o Flamengo estava perdendo o jogo. O CRB não sentiu confiança de Dudu, sua mais destacada promessa, com 17 anos, atuar pelo menos por vinte minutos na Série B. O CSA nem se fala. Os dois mais jovens do elenco campeão brasileiro, Dawhan com 20 e Edinho com 22, não são da base azulina.
É urgente um trabalho de base qualificado, com profissionais com formação, com o entendimento que o técnico da base, o captador de atletas, precisa ser tão qualificado como o técnico do time profissional.
Outro aspecto necessário é investir em tecnologia. Neste aspecto, o CSA saiu na frente. O time já possui aparelhos que lhe oferta uma melhor condição de resposta cientifica para a comissão técnica. O CRB promete este ano seguir o caminho. Fisiologistas, equipamentos de ponta, um projeto médico eficiente fazem parte de criar um processo vitorioso, ofertando um grupo com ‘saúde’, com a condição de ter ‘intensidade’ e pensar também na origem do grupo que seja um elenco mais jovem para dar estas respostas.
Estes dois são fatores são importantes, diria fundamentais, para pelo menos sonharmos com Série A. O contrário disto será arriscar. Isto, ter base e tecnologia, também não garante a chance de chegar a Série A, mas são encaminhamentos que facilitam esta trajetória.