Grande jogo com CRB inteligente, eficiente e vencedor
Acreditar é o que nos resta

Inter e CRB empataram sem gols: defesas mais eficientes – Foto: Ricardo Duarte-Internacional

 

A rodada 33 da Série B trouxe uma situação de opostos para o CRB. O time apresentou um ótimo desempenho contra o Internacional, arrancando um empate na Arena Beira-Rio, mas piorou a situação em termos de tabela de classificação.

Com uma estratégia forte e uma leitura perfeita do técnico Mazola Júnior, o CRB conseguiu segurar o Inter, teve a principal bola do jogo e pontuou em um jogo, onde tudo levava a crer que ele não pontuaria. No entanto, como o CRB diminuiu sua margem de erro, o time viu o Luverdense igualar-se na pontuação. No começo da rodada, o CRB poderia entrar na zona de rebaixamento, mas somente com uma combinação: derrota dele e vitória do Luverdense. Essa ‘pequena’ margem não existe mais.

Rigorosamente o CRB entrou em uma disputa direta com o Luverdense e na próxima rodada, se o CRB perder e o time sul-matogrossense pelo menos empatar, o Galo estará na zona de rebaixamento. Portanto, o CRB ainda depende só de suas forças, mas com qualquer tropeço poderá permitir que o Luverdense ultrapasse ele até mesmo sem vencer.

Mas é preciso ressaltar que a atitude apresentada pelo CRB contra o Internacional deixou a impressão que em repetindo o desempenho, a atitude, o CRB não cai. Se no último jogo em casa contra o Boa, o CRB deixou a impressão de um time rebaixado, ele mudou o tom desta impressão na partida em Porto Alegre.

Claro que ele foi pressionado, evidente que a posse de bola foi do Internacional, obvio que o volume de jogo foi colorado, mas o CRB teve a bola do jogo e sem cometer erros conseguiu travar o time gaúcho.

Manter a competitividade contra o Juventude será fundamental para mostrar que a impressão passada em Porto Alegre realmente mudou.

O jogo

O técnico Mazola Júnior teve uma desempenho de Série A. Com uma leitura perfeita, o treinador do Galo moldou o CRB para travar o Inter. A equipe entrou em campo com duas linhas de quatro e trazendo o meia Chico para jogar por dentro mas próximo do Neto Baiano.

No primeiro tempo, o time fez uma boa marcação, forçou o Inter a jogar por dentro, mas não conseguia se organizar para finalizar, para jogar, para criar situações de jogo em seu favor. Tanto é que a primeira finalização ocorreu apenas aos 37 minutos. O CRB roubava a bola, mas entregava para o Inter. A posse de bola chegou a 70% para o Colorado e 30% para o Regatas.

Tinga mudou a função em campo. Quando se via a leitura do time, imaginava-se o CRB com três volantes, mas Tinga jogou como extremo, travando as subidas do lateral do Inter e sendo opção para puxar a transição.

Quando veio a segunda etapa, o CRB teve qualidade na saída de bola, quando houve a substituição de Adriano por Yuri. Neste segundo tempo, Neto Baiano teve a bola do jogo quando finalizou, mas Danilo Fernandes conseguiu a defesa. Se no primeiro tempo, a equipe jogou por uma bola e não conseguiu finalizar, no segundo tempo criou situações, finalizou duas vezes com Tinga e por pouco não faz o gol.

O Inter seguiu com volume, com posse, mas de maneira ineficiente. No final do jogo, sem goleiro, Claudio Winck ainda perdeu um gol feito para o time gaúcho. Mas as defesas suplantaram os ataques.

O árbitro Rodolfo Toski não teve uma arbitragem padrão FIFA. Se atrapalhou no começo do jogo e por ser um árbitro FIFA não teve uma atuação tão eficiente. Mesmo considerando que ele anulou um gol do Inter, que em uma situação de um árbitro caseiro, passaria como ‘erro normal’. Nota 7.

Edenilson (8 Inter) foi o garçom. O craque do jogo foi o zagueiro Flávo Boaventura, que fez uma atuação segura e sem cometer falhas.