Acreditar é o que nos resta
Chegou a hora de algo a mais! Mas e se a bola não entrar?

João Paulo (16) foi o grande nome do Figueirense e do jogo: gol e comando do time em campo – Foto

E a bola entrou…mas no nosso lado. O CRB repetiu comportamentos, ações, reações que está mostrando ha um bom tempo. Visivelmente é um time intranquilo, sem confiança.

A derrota por 3 a 1 para o Figueirense mostrou um CRB fragilizado, que perde o controle emocional por qualquer decisão, por qualquer ação acontecida. Perder foi muito ruim, ainda mais da maneira como o CRB perdeu.

Não sou médico, nem técnico, nem falei com o jogador, mas claramente, o goleiro Edson Kolln não estava 100%. Ele não batia tiro de meta. Ele não tinha a explosão, a força para saltar, para ter o impulso para subir e isto ficou claro no segundo e no terceiro gol. Em contra ponto a isto, observou-se que o deslocamento lateral não apresentava problema. No primeiro tempo ele salvou o Galo na cabeçada do Zé Antonio e no pênalti, ele escolheu o canto certo e foi bem na bola, mesmo não conseguindo a defesa.

O CRB entrou em uma fase na qual vai precisar torcer contra outras equipes e entendo que o alvo direto é o Luverdense. No jogo contra o Internacional, qualquer coisa que não seja a derrota deverá ser comemorada como lucro.

Mesmo neste ambiente será preciso que o torcedor mostre que ainda precisa ter confiança. Mas do que protestar, xingar, é preciso apoiar o grupo, pois somente estes jogadores, esta comissão técnica e esta diretoria poderá evitar um iminente rebaixamento do CRB.

O Jogo

O CRB começou a partida de maneira muito interessante. Ele apresentava uma marcação forte, sem deixar espaços para o Figueirense e travando as principais opções ofensivas da equipe catarinense. Isto demorou cerca de 20 minutos. A partir deste momento, o Figueirense entendeu como o jogo funcionaria e passou a dominar as ações, imprensando o CRB e criando situações, jogadas que levavam perigo. As finalizações de média distância passaram a ser uma alternativa. E o CRB se entregou no jogo.

Para completar, o time regatiano foi punido com um lance no final do tempo inicial. Em um lance que se repete ao longo da partida, com uma carga do zagueiro sobre o jogador do Figueirense, o árbitro Rafael Klaus marcou uma penalidade. Entendo que foi o pênalti ‘caseiro’, que foi o pênalti para o time de Série A, com maior peso de camisa. O Figueirense fez 1 a 0.

Esperava o CRB diferente no segundo tempo, mais ligado, com mais atitude. Até achei que isso iria acontecer. O time voltou antes do tempo estipulado para o intervalo, mas tomou um gol de intervalo logo aos três minutos. Visivelmente, o goleiro Edson Kolln não tinha explosão, não conseguia impulso para saltar e nesta falha, soltando a bola, o Figueirense fez 2 a 0.

Com desvantagem no placar, o CRB mostrou outra postura saiu para o jogo. Levo em consideração que o Figueirense recuou suas linhas, passou a marcar mais baixo e ser reativo, mas o CRB mostrou Danilo Pires surgindo como opção pelo lado, Ratinho participativo, Botelho chegando na área, se apresentando para o jogo, situações que não foram vistas. Mas o prejuízo já estava estabelecido.

Em nova falha do Kolln, o CRB tomou o terceiro e o jogo estava definido. O time ainda chegou a um gol. Mazola realizou mudanças que não surtiram efeito, principalmente a entrada de Tinga, quando ele tinha Elvis, como opção. Zé Carlos no lugar de Neto Baiano foi trocar um pelo outro, somente pelo aspecto físico.

Não gostei de arbitragem de Rafael Klaus, caseiro, deu a penalidade que acho que não aconteceu. Nota 7. O craque e o garçom ficou para João Paulo (Figueirense,16).  O técnico Milton Cruz teve um desempenho melhor que Mazola Júnior.