Nessa semana em homenagem às mães compartilho aqui com vocês uma história engraçada que me acompanha desde o nascimento do meu filho Tiago, hoje com onze anos de idade. A gravidez foi tranquila. Aquela ansiedade à espera do primeiro filho, cheia de exames e mais exames. No ultrassom já dava pra ver ele todo perfeitinho, mexendo os bracinhos e muito esperto! Mas um detalhe não aparecia: a cor dos olhos.

Depois dos nove meses de gravidez veio um bebê lindo, saudável, pesando quase 4 quilos. Família toda reunida na maternidade querendo conhecer o novo integrante. No parto ocorreu tudo bem! O tradicional choro, os cuidados do papai que acompanhou tudo bem de perto, o aconchego ao sentir o cheiro da mamãe pela primeira vez… quando Tiago começou a abrir os olhos, veio a surpresa… aquele tom meio esverdeado, acinzentado, azulado… sem cor definida… “Todo bebê nasce com olho claro e depois escurece…” Era essa frase que sempre escutava. Mas os dias foram passando e o olho não escurecia. Pelo contrário. Ficava cada vez mais azul. Azul da cor do mar. Pareciam duas ximbras ou bolinhas de gude, como queiram… Amigos, familiares e todos que vinham visitá-lo, logo faziam o comentário “E esse olho heim?”Aliás, essa pergunta já era de praxe, nos acompanhava dia a dia, em casa e em nossas andanças pela rua. Passeando no carrinho no shopping, as pessoas paravam e perguntavam: “E esse olho hein?”… vinha outra pessoa mais a frente e logo falava “Como ele é lindo…e esse olho hein?” Tiago era mesmo fofo. Um bebê apaixonante. A mamãe aqui babava a todo instante!

Com a vovó Guida, uma parte da herança.

Nem eu nem Pedro, meu esposo, temos olhos claros, mas nossas famílias carregam esse gene recessivo.  Minha mãe tem olho verde, minha irmã e sobrinhos também. Já meu avô materno tinha olho azul, assim como vários tios e primos da família Mafra. Do lado do Pedro, também! Uma tia de olho azul além de um avô dele também com olho azul! E com o nascimento do Tiago continua a marca dessa herança entrelaçada entre nossas famílias!

O batizado foi um marco pra gente. Tiago com 10 meses parecia um boneco com roupa e sapatos brancos e uma gravatinha borboleta azul claro. Da igreja fomos comemorar num churrasco com familiares e amigos. E os tais olhos azuis sempre sendo reverenciados pelos convidados, entre eles os queridos amigos médicos obstetras que fizeram meu parto, Alexandre e Kleber. E com o Tiago no colo, lembro que eles falaram: “Bebê nessa idade, é muito difícil mudar a cor do olho!”. Eles tinham razão. Não mudou mesmo!

 

 

Tiago comemorando 1 aninho!

E assim Tiago foi crescendo, entrou na escola e sempre ouvindo as pessoas falando dos olhos dele, o que começou a causar um certo “incômodo” para uma criança ainda sem entender o motivo daquela referência. Quando entrou na fase dos “porquês”, a pergunta era recorrente: “Mãe, por que todo mundo só fala do meu olho?!” As vezes ele até chorava e desabafava “Mãe, eu não sou um olho!”. O mais engraçado era ver ele escondendo os olhos sempre quando eu chamava ele para apresentar a algum amigo. Lá vinha ele trombando nas coisas com os olhos fechados ou a mão no rosto cobrindo os olhos… rsrs uma cena mesmo inusitada… o bichinho já não aguentava mais todo mundo só falando dos tais olhos claros! À medida que ele foi crescendo, foi entendendo melhor e se acostumando até com esse comentário… Eu sempre explicando que a cor não era tão comum e por isso as pessoas falavam… que todos achavam bonito e tal… mas sempre dizendo que o que mais importava não era a cor do olho e sim ele ser um menino educado, amigo e legal. Não podia virar um convencido por isso.

Hoje, com 11 anos, Tiago já tá um rapaz! Claro, não reclama mais e já convive tranquilamente com essa característica! Tira até proveito em algumas situações.

Apaixonado por futebol ele brinca dizendo que a cor é em homenagem ao clube azulino CSA!

É… por enquanto a relação vem com o futebol… ótimo… tudo tem e deve ter seu tempo certo! Mas eu só falo uma coisa pra vocês: acredito que esses olhos ainda vão me dar muito trabalho…!!!