Depois da conexão em Munique na Alemanha, hora de voar uma eternidade até chegar ao arquipélago do Japão no outro lado do mundo Literalmente sobrevoar o continente europeu, o asiático passando pela Rússia e ainda cruzar parte do oceano pacífico até chegar ao aeroporto de Haneda em Tóquio.

O voo foi longo e parecia não acabar nunca… realmente impressionante um combustível sustentar um voo praticamente 11 horas sem parar! O avião, da moderna companhia japonesa ANA (All Nipon Airlines), já me chamou a atenção pela estrutura e tecnologia. Bem dividido em várias classes, poltronas espaçosas e com simpáticas comissárias japonesas procurando falar um inglês de forma atenciosa, mas com um rápido sotaque difícil de entender. Além de janelas inteligentes com películas fumês controladas eletronicamente pelo passageiro, o avião oferece também serviço de Wi-Fi a bordo, mas eu não me arrisquei em conectar…

Sentei ao lado da Mykuo, uma jovem de Tóquio que estava com o filho de colo. O pequeno Shio de 1 ano e meio. Um fofo. Dormiu boa parte do voo no colo da mãe e num berço que rapidamente foi montado em nossa frente. Ao acordar, Shio se distraia com desenhos animados na TV. Brincamos com os tradicionais origamis, aqueles papéis dobrados, tradição no Japão. Em poucos segundos a mãe transformou num pássaro e num avião.

O voo estava lotado. Muitos japoneses de máscaras me chamaram a atenção. Mykuo me falou que era comum em ambientes fechados principalmente depois do surto da gripe asiática… cuidado com “influenza”, ela arranhava em nossa conversa em inglês…

Depois do bate papo, filmezinho, cochilo, jantar… consegui dormir praticamente seis horas direto. E haja distração para passar o resto do tempo… mais conversa, caminhada no avião pra esticar as pernas, cafezinho, uma leitura, outro filme, bate papo, sono, madrugada no avião, café da manhã, dorme de novo… e enfim o comandante avisou da hora do pouso em Tóquio! Alívio, pisar em solo japonês! A tarde tava fria, chuvosa.

Aeroporto impecável. Povo educado, tudo limpo e organizado. Conversam rápido entre si. Impossível entender alguma palavra… só mesmo aquelas expressões que decorei na minha cola japonesa … “Konnichiwa” eles falavam… sabia que era Boa Tarde! Fiquei com uma excelente impressão nessa conexão em Tóquio, cidade que voltaremos no final da viagem. Daqui já pegamos outro avião e mais uma horinha de voo numa ponte aérea até a cidade de Osaka, onde já chegamos à noite e embarcamos num ônibus com os colegas da excursão rumo a Quioto, nosso primeiro destino japonês.

Seguimos direto para o hotel. Acomodações resolvidas, um rápido jantar no quarto mesmo, e enfim nosso merecido descanso! Após a mais longa maratona de viagens da minha vida, precisava urgente de um banho morno e uma boa cama pra dormir.

No café da manhã do hotel uma variedade imensa. Pães, ovos, salsichas,  saladas… e muitos pratos tradicionais japoneses como lámen e a deliciosa sopinha missô. Já descansados e mais adaptados com o fuso horário, hora de aproveitar nosso primeiro passeio em terras nipônicas. E quero ver a gente se perder por aqui… rsrs Família unida e personalizada com essas lindas blusas da @sagazmcz Amo essa logomarca criada pelo meu cunhado Thales França que é designer gráfico e pinta telas sensacionais.

Quioto é legal porque apesar de ser uma cidade normal, com prédios e ruas modernas, tem pedacinhos do antigo Japão em todos os cantos. Só aqui existem mais de 3 mil templos! Nosso tour incluiu quatro belos pontos turísticos dessa encantadora cidade e antiga capital do Império.

Templo Kiyomizu-dera

Mizu em japonês quer dizer água. Esse é o templo da água pura, onde temos uma vista panorâmica da cidade. Subimos uma espécie de vila enladeirada até chegar ao templo no alto da montanha.

Sob o hall principal de madeira está a cachoeira de Otowa, onde três canais de água caem num lago. Elas oferecem, supostamente, “longevidade”, “realização no amor” e “progresso acadêmico”. Como a fila tava grande, já provei a mistura das três águas!

Fushimi Inari Shrine


Esse santuário xintoísta (crença tradicional do Japão) me impressionou pela sequência interminável de portões alaranjados chamados torii. Enfileirado um atrás do outro, os milhares de toriis formam um longo corredor até o topo da montanha Inari, que está a 233 metros acima do nível do mar. Lá no topo estão dezenas de milhares de túmulos. Mercadores e artesãos no Japão antigo adoravam o Inari, que era o “deus do arroz”, o patrono dos negócios. Cada um dos toriis foi doado por devotos.

Castelo Nijo


Para entrar precisamos tirar os sapatos nesse palácio gigante que tem 275 mil metros quadrados de área incluindo os jardins. A visita, também feita por muitos estudantes locais, é interessante para entender como era a vida de nobreza dos Shoguns, os antigos comandantes do exército japonês. Possui alguns dos mais ricos exemplares de pintura japonesa nas paredes, portas e tetos. Uma curiosidade: com as passadas no castelo, o chão, todo de madeira, emite um som parecido com o canto de um pássaro rouxinol. Era um mecanismo para segurança, para saber quando havia intrusos no castelo.

Templo Kinkakuji


Templo zen budista coberto com folhas de ouro puro! O dourado, contrastando com a natureza ao redor e o seu reflexo no lago reflete uma paz inexplicável! Destruído várias vezes durante a guerra, teve sua última reforma em 2003. Não sabia, mas existem duas réplicas desse templo no Brasil: Uma em São Paulo, outra em Curitiba. Contou claro com a participação de dois escultores japoneses!

Depois de um tour encantador, retornamos para o hotel ainda em tempo de aproveitar a noite. Hora de conhecer o Gion, o Bairro das Gueixas, o mais famoso bairro de entretenimento de Quioto.

Mais descobertas fascinantes que eu mostro na próxima segunda! Sayorana!