Ser mãe é algo maravilhoso. Sem dúvida, meu melhor papel! Hoje me sinto madura, segura, completa, mas ainda aprendendo a cada dia com as diversas experiências dessa missão fascinante e de certa forma instigadora. Por mais maravilhoso que seja, ser mãe e lidar com o comportamento dos filhos é uma WhatsApp Image 2017-04-02 at 20.15.02tarefa que mexe muito com meu emocional… Minha primeira gravidez aos 28 anos foi maravilhosa. Tiago chegou lindo e saudável. Foi sempre uma criança querida que encantava com aqueles olhos azuis. Vivi durante 5 anos uma experiência fantástica e uma felicidade extrema que se multiplicou com a chegada do meu segundo filho, Davi.

WhatsApp Image 2017-04-02 at 20.15.04 (1)Quando engravidei nessa segunda vez lembro que minha preocupação na época era saber se eu conseguiria amar outra pessoa com tamanha intensidade, se eu seria capaz de dividir aquele amor… foi quando percebi o poder da multiplicação daquele sentimento tão especial, difícil de descrever… o amor multiplica mesmo e com as experiências já vivenciadas,  a maternidade pela segunda vez se torna uma tarefa mais leve. Hoje sou mãe de dois, ou quase três, incluindo meu enteado Mateus, hoje já um rapaz de 14 anos. Uma coisa é certa: adoro ser mãe de homens. Eles são práticos, até mais baratos, pois a vaidade e os gastos extras ficam apenas para a mamãe aqui, ou para a “rainha da casa” como eles costumam falar!

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Com a chegada do segundo filho, o amor realmente se multiplica, mas precisamos ter cuidado para ele se distribuir de forma equilibrada. Embora a criação seja a mesma, sabemos que os filhos são diferentes entre si e também podem estar em fases diferentes da vida, como é o caso aqui em casa. Sempre escutei que os filhos são como os dedos das mãos. Podemos ter dez, mas cada um tem seu jeito, sua impressão digital!  E quando estão em momentos diferentes, as necessidades também são diferentes e a gente pode terminar pendendo a atenção mais para um, ou para outro. Hoje compartilho esse assunto aqui com vocês, porque ando com os nervos à flor da pele com meu filho Tiago. Meu lindo jogador de futebol anda batendo de frente com a mãe! Reflexo da idade e do comportamento mais rebelde de um “pré-adolescente” que começa a impor suas birras e vontades. WhatsApp Image 2017-04-02 at 20.15.03 (1)A diferença de idade pode ser a resposta para essa minha mudança de postura entre eles… As fases são diferentes. Davi, com 5 anos, não me traz aborrecimentos. Apenas afagos, dengos, uma vida lúdica de super herois e as tarefinhas de casa que eu adoro fazer com ele.

Exatamente o que vivi com Tiago há 5 anos. A história se repete… Hoje, prestes a completar 11 anos e já virando um rapazinho, ele passa por aquele momento difícil de contestações, sem querer tomar banho direito, bagunça espalhada pelo quarto, toalha em cima da cama e reclamando para fazer tarefa (embora só tire notas boas pois continua estudando com a mamãe aqui!). Inteligente e perspicaz, ele sabe que passa por essa fase difícil. Vai não vai estamos no “embate” e geralmente envolvendo as mesmas questões. Conversamos muito. Ele promete mudar, melhorar. Quando converso mais firme, não resisto e choro. Ele sente a fragilidade, pede desculpas. É quando eu paro e penso se não estou cobrando demais…  A verdade é que essa diferença de idade e, consequentemente, diferença no comportamento dos filhos vem mexendo muito comigo… não sei se por ser geminiana, com uma característica tão inconstante e imprevisível. Mas venho pensando muito nisso, procurando me inteirar sobre essa psicologia na educação familiar e sei que preciso melhorar minhas atitudes em relação ao Tiago. Brigar menos, estar mais presente de forma feliz. E olhe que sempre procuro estar com eles, criando opções de lazer em meio a minha vida bastante atarefada! Mas precisa mais. E uma coisa é certa: o equilíbrio de atenção aos filhos deve ser distribuído com cuidado e na mesma intensidade, independente de idade e afinidade. E falo isso pra mim mesma! Puxando minha orelha, pois sei que amo os dois da mesma forma! Um amor lindo, puro e verdadeiro. Que se constrói com respeito e a presença de nossa família junta!

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E foi essa mensagem que minha mãe mandou logo cedo no nosso grupo de família, que me emocionou e me fez escrever esse texto durante a madrugada…. Uma mensagem que traz simples ensinamentos que servem para todos nós, pais e mães! Quando li, bateu lá no fundo…  aflorando esse meu momento de fragilidade materna. Resolvi então trazer o tema à tona aqui com vocês por imaginar que muitas mães podem também estar passando por uma situação parecida. Afinal, como é difícil criar filho né? Uma missão, repito, maravilhosa, mas que às vezes nos tira o sono…

E o que deixo aqui de reflexão é a mensagem da mensagem, ou como diz Tiago quando estudamos português, a moral da história: Por que cobrar tanto? Também já fomos crianças, adolescentes… e no final as coisas se “acertam”…  o importante é manter nossa presença, nosso carinho e nosso amor! E viva meus filhos. Viva a família!

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